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Opções culturais ocupam rua Bernardo Ramos, no Centro

Personagens  típicos do início  do século passado  serão interpretados por atores – foto:  Diego Janatã

Personagens típicos do início do século passado serão interpretados por atores – foto: Diego Janatã

Neste fim de semana tem início a programação cultural do evento “As portas do passado abrindo as janelas para o futuro”, inciativa do Instituto Amazônia para celebrar os 346 anos de Manaus e colaborar para a revitalização da rua Bernardo Ramos, no Centro Histórico da cidade. Música, artes visuais, artesanato, uma praça de alimentação coordenada pelo grupo Rota dos Chefs e outras atrações fazem parte do roteiro, que tem entrada gratuita.

Toda a extensão da rua Bernardo Ramos será caracterizada com elementos do início do século passado, transformando-a em um grande cenário de época. Nessa atmosfera vão desfilar personagens interpretados por atores da Associação de Arte e Cultura da Amazônia, como fotógrafo lambe-lambe, coquetes, babás, engraxate, sapateiro e até Bernardo Ramos (1858-1931), fundador do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), que morou na rua que leva o seu nome.

O evento começa amanhã, data do aniversário de Manaus, e continua sempre aos sábados e domingos, até o dia 12 de dezembro. A partir das 17h, o público poderá curtir uma feira de artesanato com produtos elaborados por artesãos selecionados a partir de iniciativas do Instituto Amazônia voltadas para essa área. “Os artesãos vão se revezar nos dias de evento, pois temos somente 20 barracas, e também para não ficar repetitivo para o público”, diz o presidente do instituto, Paulo Henrique de Castro.

Os público poderá ainda entrar em contato com diversas oficinas que serão realizadas em espaços distintos instalados no local. O “Espaço Garagem” vai receber a oficina “Reciclagem”, com Ana Paula Pereira, e o “Espaço Amigos da Marinha” abrigará as oficinas “Mosaico”, de Sônia Sobreira; “Estêncil”, de Carole Peixoto; e “Prospecção pictórica”, de Melissa Toledo, Carole Peixoto e Agenor Valente. Neste segundo espaço, os visitantes poderão ainda conferir a exposição permanente “Caboclo e flores”, de Abrahim Baze, nas salas 1 e 2.

Às 18h, é a vez de um espetáculo da Cia. de Dança Pajé, no “Espaço Cênico Cabaré” – que faz alusão ao Cabaré Chinelo. A atração seguinte, às 19h, no auditório do Instituto Amazônia, é a mesa redonda “Patrimônio Cultural”, com Arminda Mendonça, Melissa Toledo e Abrahim Baze.

As últimas atrações deste sábado serão apresentadas no palco no Paço da Liberdade. A Cia. de Dança Pajé volta às 20h e, às 21h, a plateia confere o show da banda de reggae pop Casulo.

Pinturas

O evento cultural continua neste domingo (25), às 17h, com a feira de artesanato e a presença dos personagens de época. As pinturas do artista plástico Turenko Beça serão exibidas no “Espaço Amigos da Marinha”, também a partir de 17h, horário que marcará ainda o início da oficina “Dança de Salão”, com o projeto Rosas, no “Espaço Garagem”.

Às 17h30, as oficinas “Fotografias urbanas”, de Antônio Luca Grifoni; “Curativos”, de Rodrigo Capelato; e “Pintura”, de Aníbal Beça, são as atrações do “Espaço Amigos da Marinha”. O “Espaço Cênico Baré” recebe mais uma vez a Cia. de Dança Pajé, às 18h30, e às 19h acontece o lançamento do livro de colorir “Desenhos da Amazônia”, de Moacir Andrade, no auditório do instituto. As imagens do artista plástico que ilustram a obra também serviram de inspiração para a caracterização de época dos atores que vão participar do evento. “O livro não será vendido, mas sim, distribuído em escolas por meio de um programa de educação para jovens”, comenta Paulo Henrique de Castro.

A cantora e compositora Anne Jezini é quem vai encerrar o primeiro fim de semana do projeto “As portas do passado abrindo as janelas para o futuro”, com um show às 21h, no palco do Paço da Liberdade.

O projeto do Instituto da Amazônia foi contemplado pelo edital “Ocupação Artística” da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), com R$ 70 mil. A iniciativa tem apoio da Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Por Luis Otávio Martins

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