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ONU pede fim da impunidade de Israel e palestinos por conflito em Gaza

Um relatório da Organização das Nações (ONU) Unidas divulgado nesta segunda (22) aponta que tanto Israel quanto grupos armados palestinos cometeram violações de direitos humanos durante o último conflito na faixa de Gaza, em 2014.

O documento foi feito por uma comissão independente de investigação criada para analisar os confrontos, que duraram mais de 40 dias e deixaram 2.251 mortos do lado palestino e 69 mortos em Israel.

O grupo, liderado pela americana Mary McGowan Davis, disse que o Estado judaico permanece impune ante suas ações em Gaza e não ofereceu detalhes concretos sobre a escolha dos alvos de bombardeios, alguns deles atingindo civis.

Por outro lado, a comissão critica os grupos palestinos pelo disparo indiscriminado de mísseis de curto alcance contra civis. Da mesma forma, condenou os assassinatos em massa de suspeitos de colaboração com israelenses.

Os dois lados foram condenados por impedir o trânsito de pessoas pelos dois lados durante a operação, deixando os civis de ambos os territórios mais vulneráveis à violência do conflito.

Os investigadores pediram que a ONU e o Tribunal Criminal Internacional criem mecanismos para que tanto Israel quanto os palestinos não permaneçam impunes em relação aos crimes de guerra cometidos durante o conflito.

“Mecanismos abrangentes e efetivos de culpabilidade para violações alegadamente cometidas por Israel e palestinos serão um fator decisivo para que eles não entrem em uma nova rodada de hostilidades e aumentem as violações da lei internacional.”
A expectativa é que o informe seja usado pelos procuradores do Tribunal Criminal Internacional para responsabilizar ambos os lados pelos crimes de guerra no último conflito na faixa de Gaza.

CRÍTICAS

Desde seu início, Israel disse que não reconheceria os resultados porque considera que a comissão “tem um viés notório a favor dos palestinos” e “uma obsessão singular” em relação ao Estado judaico.

Em nota, disse que suas forças “atuaram com os mais altos padrões internacionais”. “É condenável que o informe não reconheça a profunda diferença entre o comportamento moral de Israel durante a operação e das organizações terroristas que o país enfrentou”.

O Hamas, que governa Gaza e se envolveu no conflito, ainda não comentou sobre o informe. O representante da Organização de Libertação da Palestina, Saeb Erekat, disse que as autoridades considerarão os resultados da comissão.

Por Folhapress

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