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Omar rebate Braga e garante que não há disputa política pelo controle da Suframa

Dois dias depois de Braga situar o problema da Suframa na gestão de Omar, este disse que falta interesse do governo federal – do qual o ministro faz parte – em resolver a questão – fotomontagem: EM TEMPO Online

Dois dias depois de Braga situar o problema da Suframa na gestão de Omar, este disse que falta interesse do governo federal – do qual o ministro faz parte – em resolver a questão – fotomontagem: EM TEMPO Online

O senador e ex-governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), em entrevista a uma rádio local, na manhã desta segunda (15), rebateu as declarações do também senador e ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB), a respeito dos problemas hoje enfrentados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), dadas à mesma emissora, dois dias antes.

Na ocasião, Braga criticou o que considerou uma “disputa política” pelo controle da autarquia federal e disse que a última vez em que houve alinhamento salarial na Superintendência foi quando ele era governador do Estado (2002 a 2010) e quando a superintendente era Flávia Grosso (2003 a 2010).

“Quando ela [Flávia Grosso] saiu da Suframa, estava exatamente na renegociação da segunda etapa da correção [salarial], em 2009/ 2010. Desde lá, estamos em 2015, e nada mais foi feito em defesa do trabalhador da Suframa”, espetou Braga.

Em resposta, Omar disse,nesta segunda-feira, que o imbróglio em torno da Suframa não é uma questão política, mas passaria pela “má vontade do governo federal” em relação à mesma.

“Nós aprovamos por unanimidade no Senado a medida provisória 660/2014 [com emenda que beneficia servidores da Suframa] e a Dilma vetou. Eu não sou ministro da Dilma, sou senador da República. Estou sempre a favor dos servidores da Suframa”, espetou.

Omar acrescentou que o ministro é líder do governo da presidente Dilma Rousseff e que nessa posição poderia ter ajudado a resolver o problema da Suframa. Disse também que a autarquia tem condições financeiras para pagar servidores.

“Recursos pra pagar os servidores a Suframa tem. Ela arrecada, ela não tira da União. O que falta realmente é uma boa vontade do governo federal, que deixa a Suframa em segundo e terceiro plano”, garantiu.

Rebecca e Igrejas

Ao ser perguntado se não apoiaria Rebecca Garcia (PP) – que foi candidata de vide de Braga no ano passado – para comandar a Suframa, o senador afirmou que não tem nada contra a senadora, mas disse também que não tem um nome para indicar o cargo.

“Se eu tivesse um nome, seria uma disputa. Eu tinha um candidato ao governo [do Amazonas], que era o Melo, e nós ganhamos. Tecnicamente, se ela [Rebecca] poder ir para a Suframa para ajudar, seria bom”, ponderou.

O atual superintendente da Suframa, Gustavo Igrejas, disse que também não se sentiu confortável com as declarações do ministro de Minas e Energia.

Durante a referida entrevista, no sábado (13), Braga deixou escapar que Gustavo Igrejas “só é superintendente porque eu o coloquei lá” e que achava “incrível que um técnico deixe de resolver problemas para fazer intrigas que não levam a nada”.

Igrejas fez questão de frisar que, desde que assumiu a Suframa interinamente, não fez nenhum gesto político para permanecer no cargo.
“Isso é notório para todos que me acompanham. Sou técnico de carreira da autarquia, não sei fazer política. Da mesma forma que o ministro afirma que ficou sabendo dessa briga política pela imprensa, eu também fiquei sabendo pela imprensa”, declarou Igrejas.

O superintendente destacou que tem um relacionamento cordial com o governador José Melo e com o senador Omar Aziz. “Mas, em nenhum momento procurei ambos para pedir apoio ao meu nome”, finalizou.

Com informações de Asafe Augusto (especial EM TEMPO online)

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