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Olimpíadas não aquecem produção e vendas de TVs, aponta PIM

Apesar da diferença relevada pelos Indicadores de Desempenho do PIM, titular da Suframa comemora o fato de as LCDs seguirem líder nas vendas entre produtos industrializados da ZFM - foto: arquivo EM TEMPO

Apesar da diferença relevada pelos Indicadores de Desempenho do PIM, titular da Suframa comemora o fato de as LCDs seguirem líder nas vendas entre produtos industrializados da ZFM – foto: arquivo EM TEMPO

Na corrida de obstáculos que é a crise política e econômica do país, a indústria amazonense se mantém sem índices olímpicos na produção e nas vendas de televisores LCD, com tradicionalmente ocorre em grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Conforme dados dos Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM), a produção e as vendas das LCD se mantém inferiores neste ano em relação a 2015.

Os dados atualizados sobre a produção, venda e faturamento da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) são de até abril deste ano. E, uma vez que a Suframa não tem os indicadores de até abril de 2015, o comparativo foi feito com os dados de até maio do ano passado. Enquanto até maio de 2015 o PIM produziu mais de 4,5 milhões de LCDs e vendeu 4,2 milhões para o mercado nacional, neste ano, até abril – um mês antes apenas –, foram produzidas, aproximadamente, 2,2 milhões de LCDs e vendidas 2,5 milhões.

Enquanto o faturamento das fabricantes de televisores LCDs da indústria amazonense, até maio de 2015, foi de, aproximadamente, R$ 4,4 bilhões – o equivalente a US$ 1,5 bilhões. E até abril deste elas faturaram R$ 3,4 bilhões, o equivalente a US$ 938 milhões, de acordo com dados dos indicadores da indústria da Suframa.

Apesar dos números bem menores de 2016 em relação aos do ano passado, a superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, comemorou o fato de o televisor LCD continuar liderando a comercialização de produtos industrializados na Zona Franca de Manaus (ZFM). Para a economista, um fator que influencia na manutenção do que ele classifica como “aquecimento das vendas” de TVs, no país, são os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Do outro lado, o presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, não vê os jogos olímpicos como um puxador de aquecimento das vendas, até porque, para ele, os prejuízos causados ao setor pela crise continuam. “Não acredito que as olimpíadas estejam fazendo diferença para a indústria. As vendas continuam bem menores em relação as do mesmo período do ano passado. Não quero ser o cavaleiro do apocalipse, mas não é hora de quer tapar o sol com a peneira e dizer que está melhorando, porque não está”, disse.

Grandes fabricantes do parque fabril de Manaus como a LG e a Samsung, segundo as suas assessorias preferiram não falar sobre o assunto. Segundo a assessoria da LG, ela não fala sobre produção e vendas de produtos, uma vez que são considerados por ela temas estratégicos e vitais para saúde do negócio. A Samsung disse apenas que não comenta por questões de mercado.

Celular

Outro produto citado pela superintendente da Suframa como o segundo com maior demanda da indústria incentivada de Manaus é o telefone celular. De acordo com ela, o produto registrou a comercialização de 4,3 milhões de unidades, até abril deste ano, e faturamento de quase R$ 2,7 bilhões no mesmo período.

Mas, no ano passado, o mês de maio os indicadores apontam que foram produzidas, aproximadamente, 7,3 milhões de telefones celulares e as suas fabricantes arrecadaram cerca de R$ 6,8 bilhões.

Por Emerson Quaresma

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