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Oferta de trabalho no PIM em queda, aponta o Caged

A curva descendente do emprego atingiu quase 30 mil trabalhadores dispensados de janeiro a novembro deste ano - foto: divulgação

A curva descendente do emprego atingiu quase 30 mil trabalhadores dispensados de janeiro a novembro deste ano – foto: divulgação

Maior fonte de empregos com carteira assinada entre 2004 e 2007 devido à instalação de grandes empresas multinacionais, o Polo Industrial de Manaus (PIM) já não é mais a principal opção para quem busca uma vaga no mercado de trabalho na capital. Com grande oscilação nas contratações e demissões entre 2008 e 2011, a indústria da Zona Franca mais dispensou do que contratou entre 2012 e este ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A curva descendente do emprego atingiu quase 30 mil trabalhadores dispensados de janeiro a novembro deste ano. Conforme o Caged, 162.821 pessoas estavam empregadas na indústria de janeiro a novembro e 191.038 haviam sido desligados, um saldo negativo de 28.217 postos de trabalho (variação de -6,01% no período). Apenas em novembro, o Amazonas perdeu quase 3.249 mil postos de trabalho. Foram 13.041 desligamentos contra 9.792 admissões no período, uma redução de 0,74% em relação aos assalariados com carteira assinada do mês anterior.

O resultado decorreu da perda do emprego principalmente no setor da indústria de transformação (-2.869 postos, com destaque para o ramo de material elétrico e comunicação, que suprimiu 1.264 postos), segundo o relatório do Caged. De dezembro de 2014 a novembro deste ano, a diferença é maior ainda. Em quase um ano, 175.964 estavam empregadas com carteira assinada e 209.753 perderam o emprego, um saldo de -33.789 dispensas (variação de -7,11 em relação ao período anterior).

Nos últimos seis anos, o Estado registrou saldo negativo crescente no emprego. Em 2010 foram geradas 20.813 vagas de trabalho formal. Em 2011, a oferta subiu para 33.691 empregos. Já em 2012, as demissões foram maiores gerando um saldo negativo de -3.728 postos de trabalho. Houve uma recuperação em 2013, com 12.664 trabalhadores inseridos no mercado de trabalho. Em 2014 e este ano, o saldo foi negativo entre oferta de trabalho e demissões: -12.670 e -31.276, respectivamente.

Para o empresário Luiz Fernando Pugliesi, do setor de gás e petróleo, de São Paulo, o aumento do desemprego e a diminuição na oferta de vagas de trabalho é um sintoma da falta de uma política econômica pragmática no país. “Acredito que a solução está na capacidade do parque industrial presente no Brasil se reinventar rapidamente. Esta condição que o Estado dará à indústria brasileira, tanto do ponto de vista da demanda, dos investimentos, das desonerações e facilitações tributárias, quanto do ponto de vista da credibilidade governamental”, disse.

Por Cleber Oliveira

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