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Ocupantes da Cidade das Luzes protestam na sede do governo

 A ocupação foi alvo da operação ‘Blkackout’, - foto: Luis Henrique Oliveira


A ocupação foi alvo da operação ‘Blkackout’, – fotos: Luis Henrique Oliveira

Aproximadamente 350 pessoas, segundo a Polícia Militar (PM), realizaram um protesto, na manhã desta segunda-feira (26), em frente à sede do governo, na avenida Brasil, Zona Oeste de Manaus. Conforme a polícia, são moradores da invasão Cidade das Luzes, no ramal Anaconda, bairro Tarumã, Zona Oeste da capital.

A ocupação foi alvo da operação ‘Blkackout’, das polícias Civil e Militar, de combate ao tráfico de drogas. Os manifestantes reivindicaram o asfaltamento de ruas e os serviços de água e energia elétrica. Trecho da Avenida Brasil foi interditado causando retenção no tráfego de veículos na área.

A operação na comunidade ocorreu no dia 7 deste mês, quando foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, sete de prisão temporária e oito de prisão preventiva. Os policiais procuraram por Sebastião Ribeiro Marinho, conhecido como ‘Velho Sabá’, suspeito de vários crimes. Ele é integrante de uma facção criminosa. Os policiais também procuraram um cemitério clandestino que seria usado para ocultar vítimas de pistoleiros da facção.

As investigações apontavam que criminosos também cobravam taxa da luz elétrica de ligações clandestinas, exploravam o comércio de material de construção e vendiam animais silvestres e também faziam transporte de pessoas de forma clandestina no local, além de patrocinar o tráfico.

A autônoma Luciana Oliveira, 19, que mora na comunidade há dois anos, disse que a polícia está oprimindo a comunidade em vez de amparar os moradores. “Em vez de nos ajudarem, eles (as autoridades) tiram o que já conquistamos. Já estão marcando para amanhã (27) uma reintegração, para onde iremos. Eu vir me abancar aqui em frete a sede do governador”, disse Luciana.

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Patrícia Peçaibos, 47, disse que é vítima de preconceito

A ‘mãe de santo’ Patrícia Peçaibos, 47, disse que é vítima de preconceito por praticar sua religião. “Eu vou pra onde? Queremos uma solução do governador, se não posso morar lá, então que ele nos dê uma casa, relatou.

Após solicitação dos policiais da 8º Companhia Interativa Comunitária (Cicom) os manifestantes liberaram uma via da avenida.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social do Governo (Secom) informou, que cinco representantes dos manifestantes foi recebida na Casa Civil ainda nesta manhã. A comissão solicitou um encontro com o governador José Melo, que está de viagem para o interior do Estado. O grupo foi orientado a protocolizar um pedido de audiência ao governador.

Por Conceição Melquíades com informações de Luis Henrique de Oliveira

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