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Ocupação irregular leva insegurança a moradores, no Viver Melhor 2

Aproximadamente cem famílias invadiram a área verde e derrubaram uma área de floresta de 300 metros para construir seus barracos - foto: Marcio Melo

Aproximadamente cem famílias invadiram a área verde e derrubaram uma área de floresta de 300 metros para construir seus barracos – foto: Marcio Melo

Uma invasão numa área verde nas proximidades do Conjunto Habitacional Viver Melhor 2, no bairro Santa Etelvina, na Zona Norte, está “tirando o sono” de 144 famílias que moram no local. Os moradores, que preferiram não se identificar temendo represálias, afirmaram que desde que os invasores se instalaram no local, há 1 ano, aumentaram o tráfico de drogas, assaltos e furtos na região.

Aproximadamente cem famílias invadiram a área verde e derrubaram uma área de floresta de 300 metros para construir seus barracos. A equipe de reportagem do EM TEMPO esteve ontem no local e percebeu o clima tenso entre os invasores e os moradores do conjunto habitacional.

De acordo com uma das moradoras de um dos blocos do conjunto, que não quis se identificar, a comunidade já denunciou o crime ambiental ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), além de informar a empresa Eletrobras Amazonas Energia sobre o furto de energia elétrica no local, entre outros órgãos estaduais e municipais, mas até o momento nenhuma providência foi tomada para retirar os invasores do lugar.

“Os moradores vivem com medo de sair de casa à noite e os assaltos estão acontecendo em plena luz do dia. Faz mais de 1 ano que estamos denunciando essa invasão à Prefeitura de Manaus, Ibama, Defensoria Pública, e até agora nenhuma providência foi tomada. Também aumentou o tráfico de drogas e furtos nos apartamentos”, afirmou a moradora.

Segundo ela, alguns dos invasores são agressivos e estão armados intimidando os moradores do Viver Melhor 2.

“Ouvimos relatos que nesta invasão estão escondidos vários fugitivos da Justiça que estão armados e já disseram que vão responder na bala caso a polícia queira tirá-los desses barracos. Eles furtam energia na maior cara de pau, sobem nos postes para colocar os gatos e quando algum morador reclama eles ameaçam de agressão. Na semana passada a polícia esteve aí, atrás de uma pessoa que trocou tiros com os policiais, e nós ficamos trancados nos apartamentos temendo uma bala perdida. Estamos abandonados pelas autoridades e pedindo socorro”, desabafou a moradora do conjunto habitacional.

Arrombamento

Na semana passada, um dos apartamentos do primeiro andar de um dos blocos próximo à invasão foi furtado durante a madrugada, horas após o morador da unidade sair para trabalhar. O morador do conjunto disse que tomou um susto quando chegou pela manhã e percebeu a porta arrombada e vários eletrodomésticos levados.

“Eles simplesmente limparam o meu apartamento. Entraram pela caixa do ar-condicionado quando não havia ninguém em casa e levaram quase tudo. Estão destruindo uma área de preservação ambiental e vários animais silvestres que habitavam o local já morreram. As queimadas também são constantes e temos que conviver com a fumaça que invade os apartamentos. Estamos com medo por causa dos assaltos e dos traficantes que estão agindo livremente nessa invasão”, disse o morador visivelmente assustado.

A reportagem do EM TEMPO tentou entrar em contato com o delegado do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), Frederico Mendes, o secretário de Segurança Pública do Estado (SSP/AM), Sérgio Fontes, além das secretarias Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e de Estado de Meio Ambiente (Sema), mas os telefones celulares estavam desligados ou fora da área de cobertura.

Por Augusto Costa

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