Cultura

Obstáculos para superar e escoar a arte da região

Formação adequada e ultrapassar a barreira do isolamento geográfico são algumas questões a serem consideradas. foto: divulgação

Formação adequada e ultrapassar a barreira do isolamento geográfico são algumas questões a serem consideradas. foto: divulgação

Mesmo considerado um setor em expansão, o mercado de arte manauense apresenta alguns obstáculos que, na avaliação de Aidalina do Nascimento Costa, devem ser encarados como oportunidades ainda não exploradas e possibilidades prontas para se tornar realidade. “Percebemos como uma necessidade latente de inserir a arte na vida das pessoas, no trabalho e no lazer da cidade. A arte é uma necessidade humana, que precisa ser suprida. E esse é o trabalho do Instituto Dirson Costa”, analisa a presidente da instituição.

Na opinião da empresária Geyna Brelaz, é necessário romper o isolamento da região e promover os artistas locais além do Amazonas. “O mercado de arte é muito forte no eixo Rio/São Paulo. Estar fora desse eixo é um obstáculo a ser superado. Por isso, ao iniciar esse projeto (a Galerie L’Amazonie), foquei no ponto forte: residência artística”, afirma. “Sem o intercâmbio de obras e artistas de outros lugares ficaria difícil sobreviver no mercado local. Nosso próximo passo é a participação dos nossos artistas locais representados nas feiras nacionais e internacionais”, revela.

 

Contribuições

No caso do mercado de arte da cidade, a presidente do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura Amazônicas (IDC) cita entre as principais contribuições da instituição, desde 2001, o surgimento em sua Escola de Arte de uma geração de artistas, especificamente nas técnicas de marchetaria e pintura.

“Criamos mecanismos para que eles se conectassem ao mercado das artes mundial. Para isso, produzimos e participamos nos últimos 10 anos ininterruptos de 25 exposições locais, nacionais e internacionais com artistas amazônicos”, recorda.

Aidalina lembra também que, em 2009, foi criado o projeto-piloto experimental econômico, a Galeria Gaia. “Criamos para a cidade a Galeria de Arte do IDC. E nossa contribuição mais expressiva agora é o Museu de Arte e Imaginário da Amazônia, já devidamente registrado no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em fase de implantação e com expressivo acervo fundacional”, cita.

Com o intuito de apresentar a Amazônia como uma matriz cultural brasileira para o mundo, o Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura Amazônicas, localizado no bairro Cachoeirinha, abriga iniciativas como a Escola de Arte, o Centro de Estudos, o Centro de Referência do Teatro Amazônico, uma biblioteca, o Museu de Arte e Imaginário da Amazônia (Maia), um Ateliê-Escola e a Galeria de Arte para venda direta ao consumidor e sustentabilidade da instituição.

Na área teatral, realizou cursos de dramaturgia, com ênfase ao estudo e expressão da mitologia amazônica. Paralelamente, no Centro de Estudos, esses temas mitológicos foram aprofundados para dar suporte teórico aos alunos do Centro de Referência do Teatro Amazônico (Creta).

 

Por Luis Otavio Martins

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