Cultura

‘Obsessão na Casa Grande’ entra em cartaz no Teatro da Instalação, nos dias 26 e 27, em três sessões

Com intriga e dramas na família, a peça teatral “Obsessão na Casa Grande” será apresentada este mês de setembro, nos dias 26 e 27, no Teatro da Instalação, localizado na rua Frei José dos Inocentes, sem número, Centro. O evento é beneficente e tem o objetivo de ajudar cerca de 40 famílias e mais de 120 jovens, adolescentes e crianças, assistidas pela instituição filantrópica Centro Espírita Educandário de Luz (Ceel).

No sábado, dia 26, a apresentação acontece às 19h30. No dia seguinte, o espetáculo acontece em dois horários: às 15h30, dedicado especialmente aos jovens e custa apenas um quilo de alimento não perecível; e às 18h30, ao preço de R$ 15 o ingresso, que vai estar disponível apenas no local e na data do evento.

O ambiente da história é a casa sede da Fazenda do Açude, onde o público acompanha os fatos acontecidos em duas épocas diferentes. Em 1850, o drama fica por conta da doença da matriarca Gerusa, que acaba forçando a difícil convivência entre seu marido, o coronel Negreiros, e sua reclusa irmã mais nova, Antônia. A filha do coronel, Pérola, suspeita que exista um segredo que explica as atitudes intempestivas da tia. Nos dias atuais, a psicóloga Cláudia e seu marido Roberto se veem forçados a mudar-se para a fazenda buscando a melhora de sua filha, Aninha, portadora de epilepsia.

Segundo os organizadores, a peça tem como propósito despertar no público, aos poucos, os vínculos entre passado e presente, e a importância do perdão e do amor para superar os problemas que ultrapassam encarnações. O texto é uma criação original de Paulo Neri, diretor teatral, radialista e professor universitário.

Segundo a diretora do Departamento de Infância e Juventude do Ceel, Lisiane Nogueira, a instituição utilizará os recursos arrecadados para providenciar alimentos às mesas de Natal das famílias que recebem assistência da instituição, além de serem distribuídas roupas, calçados e brinquedos.

A peça foi escrita em 2004, e começou a ser ensaiada dentro do Núcleo Espírita de Difusão da Arte, de 2004 a 2007. Por vários motivos, o grupo não levou a peça ao palco na ocasião, e se desfez. Ricardo Lima, que interpreta o capataz Tibério no espetáculo, fala do longo período de espera até o projeto sair do papel.

“Sempre ficávamos em contato, pois somos todos amigos, e pintava aquela pergunta: e a peça, quando vamos fazer?”, conta Ricardo.

Em dezembro de 2014, houve a retomada dos ensaios, a convite da presidência do Centro Espírita Tomás de Aquino, que está também prestando apoio com financiamento da cenografia e divulgação do evento, em parceria com o Ceel.
Algumas pessoas do elenco têm experiência com teatro espírita, sendo membros do grupo desde o início da produção, há 10 anos, como é o caso de Eva Miranda. “Eu comecei a fazer teatro dentro do movimento espírita, foi onde fiz os primeiros estudos, laboratórios. Foi o primeiro contato com o fazer teatral, e bem depois é que fui fazer oficinas profissionalizantes e o curso superior. Muito da minha vontade de estudar arte surgiu nos estudos conduzidos na Federação Espírita Amazonense, no projeto Pensarte”, diz Eva, formada em teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em 2014 e hoje mestranda em artes pela mesma instituição.

Esta não é a primeira realização do grupo, que já tem trabalhos como a peça “Chico Xavier, o Homem Luz”, em 2011, e o espetáculo teatral “Corcunda de Notre Dame”, em 2010. Neste último, cerca de 400 crianças carentes de diversos centros espíritas tiveram a oportunidade de ir pela primeira vez ao teatro.

Segundo Lisiane, a produção está adiantada e já estão sendo feitos os ajustes finais na cenografia. O figurino foi confeccionado com o dinheiro oriundo de uma rifa feita no Dia das Mães. A responsável pela confecção foi a costureira Graça Araújo, a partir do conceito de Eva Miranda, figurinista do espetáculo.

O elenco é composto, ainda, pelos voluntários: Ana Paula, Yamile Neri, Luísa (atriz mirim que interpreta Aninha), Alex Lima, Tatiana Melo, Tamara Menezes, Larissa Rocha, Lenise Negrão, Thomaz Zanetti, Phelipe, Reinaldo Sátiro, Harley Castro e Wagner Corrêa. A direção é de Paulo Neri e a realização é do NASTA (Tomás de Aquino), com apoio do Ceel e do governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado e da Cultura (SEC).

Por Joandres Xavier

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir