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Obama chega a Cuba em visita histórica

Obama chega disposto a mostrar a face mais amistosa de seu país - foto: divulgação

Obama chega disposto a mostrar a face mais amistosa de seu país – foto: divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desembarcou na tarde deste domingo (20), em Cuba, para uma histórica visita que coroará a reaproximação entre os dois países, anunciada em dezembro de 2014. Seu voo, que fez o percurso entre Washington e Havana em três horas, chegou aproximadamente às 16h20 (horário local, 17h20 de Brasília).

O último presidente norte-americano que visitou a ilha foi Calvin Coolidge, em 1928. No entanto, diferentemente do predecessor, que chegou em um navio de guerra, Obama investirá em uma imagem conciliadora. Ele estará acompanhado de mulher, filhas e sogra -além de uma comitiva de empresários e parlamentares.

Os horários da agenda do presidente americano não foram divulgados. No entanto, ainda neste domingo, a família Obama deverá fazer um passeio pela região histórica da capital cubana, Havana.

Na catedral da cidade, eles deverão ser recebidos pelo arcebispo Jaime Lucas Ortega y Alamino -religioso que, ao lado do papa Francisco, intermediou o diálogo entre autoridades americanas e cubanas visando a reconciliação diplomática.
Obama chega disposto a mostrar a face mais amistosa de seu país, acompanhado da mulher, das duas filhas e da sogra -além de uma grande comitiva de empresários e parlamentares.

Discurso Histórico

Na segunda (21), o principal evento marcado é uma reunião com o ditador Raúl Castro, com quem Obama deverá debater projetos de cooperação bilateral e assuntos regionais, como o processo de paz entre o governo da Colômbia e guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), mediado por Cuba.

Na terça, último dia da viagem, o presidente americano deverá fazer um discurso televisionado ao povo cubano a partir do Gran Teatro Alicia Alonso, antes de assistir a um jogo de beisebol entre a equipe americana Tampa Bay Rays e a seleção cubana. Logo depois, Obama e família embarcam para a Argentina, onde se encontrarão com o presidente Maurício Macri.

O discurso de terça, segundo seu assessor, Ben Rhodes, será um “momento muito importante da visita” e uma “oportunidade para Obama descrever o curso em que estamos, revisar a complicada história entre nossos países e falar da razão por trás dos passos que tomamos”, assim como para “olhar para o futuro, projetar sua visão de como os Estados Unidos e Cuba podem trabalhar juntos”.

“Vemos esse discurso como um momento único na história entre os dois países”, disse Rhodes à imprensa. “Será a primeira visita de um presidente americano a Cuba em quase 90 anos, e certamente o primeiro discurso de um presidente americano em solo cubano em quase 90 anos.”

Ainda segundo Rhodes, é provável que as autoridades cubanas transmitam o discurso de Obama pela TV, assim como fizeram em dezembro, quando houve um pronunciamento do presidente americano sobre a reaproximação entre os dois países.

Parlamentares

Um pequeno grupo de legisladores do Partido Republicano participa da histórica viagem, sublinhando as crescentes divisões no partido sobre o futuro do embargo comercial dos Estados Unidos contra a ilha.
Pelo menos cinco republicanos, todos conhecidos por apoiarem relações comerciais normais com Cuba, fazem parte da visita.

Líderes republicanos no Congresso têm sido contrários à flexibilização do embargo contra Cuba proposta pelo presidente Barack Obama, mas um número crescente de membros do partido, atraído pelos benefícios econômicos que poderá trazer o fim do embargo, está se alinhando em apoio à Casa Branca.

“Esta é a política certa. Ele fez a coisa certa”, disse o senador republicano Jeff Flake, que propõe laços mais estreitos entre os EUA e Cuba e estará na viagem.

Além de Flake, os deputados republicanos Mark Sanford, Tom Emmer e Reid Ribble e o senador Mark Heller também participarão da visita de Obama.

O apoio desses republicanos vai contra a corrente do pensamento do partido, que procura evitar dar a Obama qualquer tipo de vitória política, no país ou no exterior. E normalizar as relações com Cuba seria um legado significativo de Obama em política externa.

Muitos republicanos, porém, veem o embargo como contrário aos princípios de liberdade econômica do partido e acreditam que não cabe ao governo dizer para que lugares os cidadãos podem viajar.

Por Folhapress

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