Saúde e Bem Estar

Nutrição inadequada é a principal causa de osteoporose, afirma nutrólogo

Ao falarmos sobre osteoporose logo pensamos em uma doença que atinge os idosos. Não estamos completamente errados, mas a nutrição desde o útero materno irá influenciar nesse diagnóstico. Deficiência de cálcio, vitamina D e proteína durante a infância e juventude é a principal causa do desenvolvimento da osteoporose, doença silenciosa que enfraquece a massa óssea, tornando o osso frágil e predisposto a fraturas.

Considerada uma doença pediátrica com causas geriátricas, a osteoporose atinge, no mundo, de 13% a 18% das mulheres e de 3% a 6% dos homens, acima de 50 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o número de pessoas que possuem a doença chega a 10 milhões.

O nutrólogo André Veinert explica como a nutrição influência na doença. “A ingestão adequada de cálcio, vitamina D e proteína durante toda a infância e adolescência ajuda na prevenção da osteoporose, já que mais da metade da nossa massa óssea é acumulada na adolescência e atingimos o nível máximo em torno dos 20 anos. Quanto mais fortes nosso ossos estiverem, maior será nossa reserva, o que retardará o processo de osteoporose”.

Para conseguir níveis adequados de todas as vitaminas e minerais que o corpo necessita é importante uma alimentação balanceada e rica em frutas, verduras e legumes. Alguns produtos lácteos, vegetais de cor verde escuro (principalmente couve e brócolis), peixes e alimentos oleaginosos são fundamentais em todas as fases da vida.

“É importante que tenhamos uma alimentação balanceada, principalmente na infância. Os pais devem estimular que as crianças tenham uma alimentação variada e saudável, os hábitos alimentares são criados desde cedo”, completa o nutrólogo.

As atividades físicas também são importantes para a prevenção da osteoporose, já que assim como os músculos, os ossos também se fortalecem com a prática esportiva.

Histórico familiar, fumo, álcool, vida sedentária e deficiência hormonal também são fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

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