Economia

Número de desempregados no Amazonas alcança 238 mil pessoas, segundo IBGE

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O dado regional da Pnad, com recortes por estados, será divulgado no dia 20 de outubro – foto divulgação

A forte retração da economia brasileira tem aumentado o número de pessoas com idade produtiva, mas que estão sem ocupação formal ou trabalham menos horas do que poderiam. Conforme dados do segundo trimestre do ano, divulgados nesta quinta-feira (13) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Continua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de desocupados é de, aproximadamente, 22,7 milhões de pessoas, o equivalente a 17% maior no comparativo com trimestre anterior. O volume conferido pela Pnad no período é a soma dos desempregados, subocupados e inativos com potencial para trabalhar no país.

Para o economista Marcus Anselmo da Cunha Evangelista, diante do quadro econômico, ainda considerado como de retração grave, o número de desocupados cresce por conta das demissões no mercado de trabalho formal, que continuam no país, ainda que em menor escala.

Com a crise, os desempregados engrossam, segundo o economista, o volume de pessoas que acabam buscando o orçamento familiar no mercado informal e muitos acabam ficando de fora desses dados. “Temos no país uma massa trabalhadora muito grande, mas a maioria sem carteira assinada”, disse.

O complemento da Pnad Contínua mostra outros detalhes do mercado de trabalho e não muda o resultado do desemprego para o segundo trimestre deste ano, quando em julho chegou a 11,3%, com 11,6 milhões de desempregados. Já no trimestre encerrado em agosto – o dado mais atualizado –, o número de desempregados chegou a 12 milhões e a taxa, a 11,8%.

Os dados divulgados nesta quinta, no entanto, mostram pela primeira vez indicadores de subocupação – que são pessoas que trabalham menos de 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar mais. Segundo Evangelista, hoje a CLT permite contratações de oito e quatro horas de trabalho diárias, com 40 ou 20 horas semanais.

De acordo com o levantamento, 4,8 milhões de pessoas estiveram nessa condição ao final do segundo trimestre do ano, o que representa alta de 17% em relação ao verificado no primeiro trimestre deste ano, de 4,1 milhões de pessoas. O dado é o mais alto desde o terceiro trimestre de 2015, quando o indicador havia batido 5,5 milhões.

Em termos de perda para o estado, o economista diz que não há, uma vez que ele mantém a arrecadação sobre os que que trabalham menos de oito horas, mas em termos de poder de compra, perde o trabalhador.

Para resolver o quadro de desocupação e desemprego, Evangelista, a partir da sua avaliação técnica, se diz otimista com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 – apresentada pelo governo Temer e aprovada em 1º turno pela Câmara dos Deputados. Ele lembra que a tentativa anterior de elevação da taxa Selic não conseguiu conter a inflação, e acredita que o congelamento de gastos da União pode voltar a aquecer a economia.

Regional

O dado regional da Pnad, com recortes por estados, será divulgado no dia 20 de outubro, segundo o supervisor de informações do IBGE Amazonas, Adjalma Jaques.

No primeiro recorte dos dados do segundo trimestre do ano, da Pnad, divulgado em agosto, o Amazonas havia fechado o segundo trimestre de 2016 com 238 mil pessoas desocupadas, após o incremento de 17 mil em relação ao trimestre anterior. Uma taxa equivalente de 13,5%, do volume de 1,8 milhão de amazonenses do grupo da população na força de trabalho.

Emerson Quaresma
Jornal EM TEMPO

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