Política

Novos vereadores eleitos estudam normas do Legislativo municipal

Carlos Portta afirma que vai se dedicar ao seu mandato de vereador;  Diego Afonso vai olhar pelos carentes; e Joana D’Arc vai coroar seu mandato às causas animais e sociais - foto: Montagem Jornal EM TEMPO

Carlos Portta afirma que vai se dedicar ao seu mandato de vereador; Diego Afonso vai olhar pelos carentes; e Joana D’Arc vai coroar seu mandato às causas animais e sociais – foto: Montagem Jornal EM TEMPO

A dois meses e meio de tomarem posse do cargo de vereador de Manaus, os novos parlamentares já começaram a fazer o dever de casa: estudar o regimento interno da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e a Lei Orgânica do Município de Manaus (Lomam), para estarem em sintonia com as diretrizes do Legislativo.


Entre os novatos no parlamento estão Joana D’Arc, a Protetora (PR), Carlos Portta (PSB), Diego Afonso (PDT) e coronel Gilvandro. Todos afirmaram ao EM TEMPO que estão estudando as normas da Câmara.

Eleita com 3.261 votos, a advogada e militante da causa animal, Joana D’Arc, disse que ainda não teve tempo de compor a equipe que a acompanhará na casa e que, no momento, se concentra em estudar o regimento interno e apoiar a candidatura a prefeito de Marcelo Ramos (PR).

Aos 27 anos de idade e com 33 animais domésticos sob sua responsabilidade, a advogada admite que “sempre odiou a política”, mas que entendeu que somente por meio dela poderia implantar seus próprios projetos.

Por militar na defesa dos animais e na advocacia, seus principais projetos serão baseados nestas duas esferas. Ela adianta que vai apresentar um projeto para a criação de um “castramóvel” por zona da cidade, além de indicar um mutirão de serviços jurídicos em comunidades carentes.

Joana D’Arc também irá propor a criação de um departamento de assistência e bem-estar animal dentro da estrutura da Secretaria de Meio Ambiente. Segundo ela, este anexo será responsável por fiscalizar políticas públicas implantadas pelo município. “Hoje, não há nenhum órgão que cuide dos animais domésticos. Eu quero essa responsabilidade”, disse. A nova vereadora defende a ideia de que a cada R$ 1 investido em saúde animal, o município economiza R$ 27 em saúde humana.

Dentro da esfera jurídica, Joana pretende implantar o “IPTU Cidadão”, iniciativa que calculará o imposto de forma mais justa, considerando fatores econômicos e os valores reais de imóveis. “Hoje, o índice de inadimplência na prefeitura é de 60%. Promover uma justiça tributária social fará com que o município receba o valor do imposto mesmo que seja inferior, mas irá reduzir a inadimplência”, explicou.

Personagem

Renê Zafer, 34, que está por trás do personagem Carlos Portta, afirma que irá descaracterizado para as sessões da Câmara municipal, mas usará o nome que lhe garantiu o mandato. O personagem somente aparecerá em um programa da TV EM TEMPO.

Ele assume que conhece o funcionamento da casa superficialmente e, por isso, está se aprofundando nos conteúdos necessários para conhecer as diretrizes do novo ambiente.

O novo parlamentar tem um diversificado currículo. Ele é finalista do curso de direito, é técnico de administração, corretor de imóveis, já foi apresentador de programa culinário, possui curso de ator e até já se candidatou ao Big Brother Brasil (BBB).

Portta afirma que por ter amigos que são referências em muay thai e gestão financeira irá elaborar projetos dentro destes assuntos. Além disso, pretende ainda trabalhar com projetos para o turismo. “A gente tem tanta coisa que pode ser trabalhado junto ao turismo. Por exemplo, ao investir em turismo, a economia da cidade fica aquecida porque os hotéis e restaurantes lucram”, disse.

Questionado se os 6.610 votos que o elegeram poderiam ter sido um voto de protesto, assim como aconteceu com o humorista Tiririca – que se elegeu deputado federal por São Paulo, sendo o mais votado naquele pleito – ele não soube dizer, mas garante que parte dos votos vieram da afinidade do eleitor com seu personagem.

“A palavra ‘político’ está desgastada, não que isso possa ser generalizado, mas a imagem está muito negativa. As pessoas e, principalmente, as crianças veem o Carlos Portta como um super-herói, tanto é que durante a campanha tirei muitas fotos com crianças e adolescentes”. Ele ressaltou que o deputado Tiririca faz seu trabalho como parlamentar, sempre está presente em todas as votações, além de apresentar projetos. “E, assim como em todas as profissões que eu passei, eu me dediquei. Também vou me dedicar como vereador, afinal vou receber por isso e vou fazer meu trabalho como sempre fiz”, frisou.

Fabiane Moraes
Jornal EM TEMPO

2 Comments

2 Comments

  1. Jorge Lemos

    18 de outubro de 2016 at 00:31

    Serio que essa Joana D’arc vai priorizar so os animais? Então que ela comece pela Câmara.

  2. Paulo Menezes

    16 de outubro de 2016 at 18:46

    A função primordial representar os interesses da população perante o poder público. Legislar! Criar, extinguir e emendar leis, da maneira que ele julgar que seja mais adequada ao interesse público. não adianta um vereador prometer que vai mudar leis que não sejam do âmbito do município. Ele simplesmente não terá competência para tratar sobre assuntos que digam respeito a mais de um município, ou a um estado inteiro, ou mesmo ao país inteiro.

    Podem ser tratados em lei por um vereador:

    Mudança, criação ou extinção de tributos municipais;
    Criação de bairros, distritos e subdistritos dentro do município;
    Estabelecer o chamado perímetro urbano (a área do município que é urbanizada);
    Sugerir nomes de ruas e avenidas;
    Aprovar os documentos orçamentários do município;
    Elaborar, deliberar e votar o Plano Diretor municipal;
    Aprovar o plano municipal de educação;
    Estabelecer as regras de zoneamento, uso e ocupação do solo;
    Determinar o tombamento de prédios como patrimônio público, preservando a memória do município.

    Ainda tem um detalhe importante: fique de olho em quais tipos de propostas são feitas pelo seu vereador. Não adianta um candidato prometer que vai criar leis que obviamente se chocam com as leis dos Estados, da União e da Constituição. Muito provavelmente esse projeto de lei nem será considerado dentro da Câmara de Vereadores. E claro fiscalizar as ações do Poder Executivo municipal – ou seja, das ações do prefeito. (Fonte: POLITIZE)

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