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Novo balanço aponta 196 casos suspeitos de zika vírus e descarta mais dois de microcefalia

O mais recente Informe Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) sobre o zika vírus em Manaus mostra que durante o mês de agosto foram notificados 196 casos suspeitos da doença, 117 a menos que o registrado em julho e mais dois casos de microcefalia descartados pela doença.

O balanço mostra, ainda, que a capital permanece com apenas um caso de microcefalia associada ao zika e que, ao longo do mês, 63 denúncias sobre focos de desenvolvimento do Aedes aegypti em locais públicos e particulares foram feitas a Vigilância Epidemiológica.

Desde o início das notificações, em dezembro de 2015, a Semsa contabiliza 3.033 casos confirmados de zika, dos quais 430 em grávidas. Permanecem em investigação 138 casos, sendo 51 deles em mulheres gestantes. Dos 22 casos suspeitos de microcefalia, nove continuam em investigação, para confirmação ou descarte. Até o momento, a Secretaria descartou 2,5 mil casos da doença.

Para o secretário municipal de saúde, Homero de Miranda Leão Neto, a doença permanece sob controle, mas o alerta continua. “As novas notificações estão dentro da curva epidemiológica. Mesmo assim, não podemos relaxar nas medidas de controle ao mosquito transmissor e na observação dos sintomas de zika para a busca imediata de orientação e assistência médica”, explicou.

Homero destaca a importância da participação popular no combate ao Aedes e cita as mais de 5 mil denúncias recebidas pela Semsa por meio do Disque-Saúde. “Essas informações levam a Visa Manaus a agir de forma mais precisa e mais rápida. Todas as denúncias são catalogadas e atendidas dentro de um planejamento que alcança todos os distritos da cidade”, disse.

O secretário também destaca a criação de 2,1 mil Brigadas de Combate ao Aedes, organizadas para atuar em comunidades, escolas e instituições públicas e privadas. “Mais de 9 mil pessoas foram capacitadas para atuar nessas Brigadas e esse número mostra o envolvimento efetivo das pessoas nessa luta contra o zika e também contra ao dengue e a chikungunya, transmitidos pelo mesmo vetor”.

Com base nas denúncias e em cronograma de rotina para a verificação de pontos estratégicos, a Visa Manaus realizou até o momento 1.651 inspeções em locais de alto risco para a proliferação do mosquito, efetuando 111 autuações a proprietários de terrenos e edificações.

Levantamento domiciliar

A Semsa deve concluir ainda na primeira quinzena de setembro o segundo Levantamento Rápido de Índice para Aedes Aegypti (LIRAa) de 2016, que tem o objetivo de identificar o índice de infestação do mosquito na cidade e deverá atingir 27 mil residências, em todos os bairros de Manaus.

No primeiro LIRAa de 2016, o valor encontrado para o Índice Predial (IP) na capital amazonense foi 1,8 – o que na escala adotada representa ‘médio risco’, apesar de 17 bairros apresentarem ‘alto risco’ (IP de 3,6). Entre estes estão São José, Coroado, Tancredo Neves, Armando Mendes e Zumbi, na zona Leste.

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