Esportes

Novela do repasse aos clubes do Amazonas tem novo capitulo

A novela “repasse do dinheiro público aos clubes de futebol profissional do Amazonas” ganhou um novo episódio na tarde de ontem. Em reunião no gabinete do governador do Estado, José Melo, ficou definido que a Secretaria de Estádio da Juventude, Desporto e Lazer (Sejel) enviará um ofício, nesta manhã, consultando a Procuradoria Geral do Estado (PGE) sobre a possibilidade de patrocínio às associações futebolísticas locais.

Sem a presença de Melo – que voltou de uma visita à Itacoatiara doente -, a reunião entre Estado e clubes foi conduzida pelo secretário-executivo da Sejel, Ricardo Marrocos e pelo chefe da Casa Civil, Raul Zaidan. Além deles, estiveram presentes no encontro a Secretária de Comunicação do Estado, Lúcia Carla, e o vice-presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Pedro Augusto.

Após a reunião – que foi realizada às portas fechadas -, um otimismo coletivo tomou conta dos presentes. “Pés no chão”, Marrocos explicou o teor da conversa com os cartolas do futebol local. “Houve um esclarecimento para o procurador geral, que foi convocado pelo governador. A reunião foi proveitosa no sentido de resolver todo esse problema. A Sejel vai formalizar amanhã uma consulta à PGE a respeito de patrocínio. Tudo vai ser com muita celeridade, consultando o procurador. A PGE vai nos mostrar o melhor caminho para fazer esse repasse. Amanhã eles (PGE) vão responder (o ofício)”, informou.

Assim como em anos anteriores, o governo do Estado se propôs a “dar uma forcinha” aos clubes que disputam o Campeonato Amazonense de Futebol. Neste ano, R$ 2,5 milhões foram disponibilizados às associações futebolísticas, que, sem prestar contas dos repasses anteriores, estão encontrando dificuldade para receber. “Se tudo caminhar bem, o repasse estará nas contas dos clubes até o final do campeonato (sábado). Vamos aguardar a PGE dar o parecer”, declarou o Marrocos.

Alívio

Para o presidente da Associação dos Clubes Profissionais do Estado do Amazonas (ACPEA), Cláudio Nobre, o impasse finalmente parece ter se resolvido. Otimista, ele já começa a planejar o que fazer com o dinheiro que, até sexta, pode cair na conta do Fast, clube em que ocupa a vice-presidência.

“Encontraram uma fórmula lá, entre PGE e Sejel, para repassar esse dinheiro aos clubes, que estão esperando. Tem diversas pendências com jogadores e fornecedores. Desde o princípio a gente nunca imaginou que não ia sair, a gente sabia que o governador ia manter a palavra dele até o final”, finalizou Nobre.

 

Por André Tobias Equipe EM TEMPO

1 Comment

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  1. fernandu z-luciu

    16 de junho de 2015 at 12:55

    teve dirigente que “vendeu” até a casa para “pagar” jogadores. esse dinheiro do governo tem todo ano e acabou com o futebol do rio negro, por exemplo.

    dirigentes não são inteligentes para buscar patrocínio de verdade ao clube. nenhum clube está apto para receber essa grana e só vai receber devido a presença de todos os órgãos responsáveis de liberar essa verba e principalmente devido a decadência da faf. pois todos os anos o governo passava esse dinheiro através da faf mas o imbróglio justiça vs faf e com a criação de uma liga, o governo decidiu passar diretamente aos clubes, mas nenhum está apto a receber, ou seja, os seus dirigentes desviaram dinheiro mesmo, são corruptos e deviam estar na cadeia e não ainda a receber dinheiro público

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