Economia

Novas regras do ‘Minha Casa, Minha Vida’ aquecem construção civil

O governo federal vai contratar o financiamento de 610 mil unidades habitacionais do programa Minha Casa – Joel Arthus/Secom

O setor da construção civil no Amazonas recebeu com animação a medida do governo federal que amplia a participação para famílias com renda de até R$ 9 mil por mês no programa Minha Casa Minha Vida. A expectativa é de que as mudanças tenham efeito direto já no segundo semestre deste ano.

Anunciada nesta semana, a estratégia deve custar aos cofres da união R$ 8,5 bilhão. O mercado imobiliário local já anunciou que espera um crescimento de 5% até o fim do ano. Atualmente o maior limite para participar do programa é de R$ 6,5 mil mensais.

As alterações atingiram faixas como 1,5, 2 e 3 de renda do programa Minha Casa Minha Vida. Os limites foram reajustados em 7,69%.

Com a mudança, o limite para a faixa 1,5 passará de R$ 2.350 para R$ 2,6 mil por família. Para a faixa 2, a renda de enquadramento passou de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil e para a faixa 3, de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil. O programa tem condições de financiamento mais vantajosas que o crédito imobiliário tradicional.

”As famílias já estavam tendo um ganho maior, mas ficaram limitadas pela inflação. Agora, com esse novo limite, vai se criar a faixa 3 plus, com isso a tendência natural é que aumente o número de compradores”, salientou o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM) Frank Souza.

Ele também falou de geração de emprego e de prazos. “Já no segundo semestre de 2017, poderemos ter contratações, seja pelos lançamentos ou pelas habitações do governo”, finalizou.

O economista Erivaldo Lopes explicou que as mudanças visam agregar mais atividade para economia movimentar. “O processo que estamos passando é de realinhamento onde a recessão começa a ficar para trás e reacender um sentimento positivo tanto nas famílias como nas empresas”, declarou.

Lopes acredita também que se tratando da indústria da construção civil, a atividade aquece em duas frentes: na aquisição das famílias e na parte em que as empresas irão construir as habitações para o governo. “Essa nova faixa já chega com uma taxa de juros menor, o que deixa as pessoas bem animadas para adquirir o imóvel. Apesar dessas famílias terem pouco dinheiro guardado, essas facilidades no financiamento dão segurança e confiança para que assumam esse compromisso, o que é uma dívida saudável, em prol de um bem durável. Importante é alinhar as parcelas com seu orçamento”, avaliou.

Valores

O valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida também subiu, variando de acordo com a localidade. Nas capitais do Norte, o limite subirá de R$ 170 mil para R$ 180 mi .

O governo federal também vai contratar o financiamento de 610 mil unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida para este ano. O número inclui todas as faixas e, desse total, 170 mil serão contratadas na faixa 1, para famílias com renda mensal bruta de R$ 1,8 mil, 40 mil imóveis para a faixa 1,5 do programa e 400 mil para as faixas 2 e 3.

Joandres Xavier
EM TEMPO

1 Comment

1 Comment

  1. Pingback: Novas regras do ‘Minha Casa, Minha Vida’ aquecem construção civil - Guarisi - Segurança garantida para sua obra!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Subir