Economia

Novas negociações nesta sexta- feira podem encerrar greve nos bancos

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Os bancários reafirmam que não vão ceder enquanto os empresários não atenderem a reivindicação – foto divulgação

Uma nova reunião de negociação entre os bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) está prevista para acontecer nesta sexta-feira (30), às 14h, em São Paulo, na esperança de pôr fim ao movimento grevista dos bancários, que está próximo de completar um mês de duração.

Em Manaus, apenas quatro agências foram abertas nesta quinta (29) para fazer o pagamento dos funcionários públicos. Elas permanecerão abertas até o próximo dia 5 de outubro, quando voltarão a fechar, após o fim dos pagamentos. As agências que abriram foram as do Bradesco da avenida Boulevard Álvaro Maia e a da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e as do Itaú do bairro Compensa e a do bairro Campos Elíseos.

Os bancários reafirmam que não vão ceder enquanto os empresários não atenderem a reivindicação de reajuste salarial com reposição de inflação (9,62%) mais aumento real de 5%, entre outros benefícios. Eles prometem fortalecer o movimento em todo o país caso fracassem as negociações. Por sua, a Fenaban repetiu a proposta pela terceira vez, com um aumento de R$ 200 no abono, causando novo desacordo com os bancários.

No Bradesco da avenida Boulevard Álvaro Maia, o funcionalismo público, principalmente os da área da saúde, enfrentou uma agência lotada e grande tempo de espera nas filas para receber seus vencimentos. Foi o caso de Roger Castro, 53, que chegou antes da agência abrir e saiu às 11h. “Ainda bem que estão todos atendendo no caixa, mas tem muita gente”, disse.

A servidora pública Maria Nilce, 61, reclamou da demora até mesmo na fila prioritária dos idosos porque unificaram o atendimento com a fila normal. “Enfrentamos uma fila imensa para pegar a senha, mas continua demorando mais de uma hora para ser atendida”, relatou a servidora.

Justiça

Questionado sobre uma possível intervenção da justiça sobre a greve dos bancos, o diretor social do Sindicato dos Empregados de Empresas Bancárias do Amazonas (Seeb-AM), Romulo Leite, informou que a nível nacional a categoria ainda não recebeu nenhuma notificação nesse sentido.

Paralisação

No último dia 28, a Fenaban manteve a contraproposta de reajuste de 7% nos salários com diferença apenas no abono que subiu para R$ 3,5 mil em 2016, além da reposição da inflação e mais 0,5% de aumento real em 2017, que foi rejeitada por não atender as necessidades dos bancários.

Por sua vez, a categoria pede reajuste salarial com reposição da inflação de 9,62% mais 5% de aumento real, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários mais R$ 8.317,90 e piso salarial de R$ 3.940,24. Pede também vale-alimentação no valor de R$ 880 ao mês, vale refeição no valor de R$ 880 ao mês e 13ª cesta básica e auxílio-creche/babá no valor de R$ 880 ao mês. Entre as pautas trabalhistas estão melhores condições de serviço com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários, fim das demissões, mais contratações e fim da rotatividade.

Por Joandres Xavier do jornal EM TEMPO

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