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Mais uma tentativa de retirada dos invasores da ‘Cidade das Luzes’ está marcada para a próxima semana

Na primeira tentativa de desocupação da área houve um tumulto entre moradores e policiais – foto: Márcio Melo

Na primeira tentativa de desocupação da área houve um tumulto entre moradores e policiais – foto: Márcio Melo

Uma nova tentativa de retirada dos moradores da invasão Cidade das Luzes, localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste, deve ocorrer na próxima quinta-feira (10). A decisão foi tomada em uma reunião ocorrida nesta semana com a cúpula da segurança pública responsável pela ação. A suspensão da primeira tentativa de extinção da invasão, ocorrida na manhã do último dia 24, acabou não acontecendo devido a uma liminar da Justiça.

“Entre os dias 9 e 11 [de dezembro], com certeza, pretendemos resolver esse problema. Estamos preparando uma estrutura com policiais, psicólogos, agentes do Estado, sociólogos e assistentes sociais, para que o cidadão que não é criminoso e que está ali naquela atividade muitas vezes porque precisa não sofra tanto”, destacou o secretário de Segurança Pública do Estado do Amazonas, Sérgio Fontes.

De acordo com ele, a mesma estrutura será montada novamente no local. Da última vez, a ação mobilizou, aproximadamente, 700 homens da Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM), além de helicópteros e viaturas.

“Pretendemos nos empenhar e montar a mesma estrutura de máquinas e de pessoas, e é para isso que estamos fazendo essas reuniões, para que a população envolvida sofra o menos possível e que tenhamos todas as possibilidades de resistência anuladas até mesmo pela presença massiva do Estado”, informou.

O secretário explicou ainda que a região invadida se trata de uma Área de Preservação Ambiental (APA) e que possui proprietário. “Tem uma ação de reintegração de posse. É uma ação de retirada. Agora é claro que tudo será feito com muita cautela e responsabilidade para que não ocorra nenhum transtorno ao morador. Gastamos muito naquela primeira tentativa. Agora se nós formos para campo, iremos terminar”, destacou.

Entretanto, conforme explicou o juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente e de Questões Agrárias (Vemaqa), Adalberto Carim, a nova operação poderá ser paralisada novamente caso haja algum abuso de autoridade. “A nova ação só será suspensa se existir alguma coisa muito grave, mas acredito que as partes estão bem preparadas dessa vez”, disse.

Primeira tentativa
Na manhã do dia 24 de novembro, foi realizada a primeira tentativa de desocupação da área onde já residem cerca de 5 mil pessoas, segundo estimativas dos próprios moradores.

Entretanto, a Justiça, por meio, de uma liminar, suspendeu a reintegração de posse que ocorria no local.

Por Luis Henrique Oliveira

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