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No primeiro quadrimestre do ano, emprego recua 3% no Amazonas, aponta Caged

O nível de desemprego no Amazonas cresceu 0,48% no mês de abril de 2016, sendo o quinto pior resultado entre os Estados brasileiros e o Distrito Federal. Já nos quatros primeiros meses do ano, o recuo do número de vagas no mercado formal foi de 3,06%, com esse resultado o Estado alcançou o quarto pior desempenho.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem (25), pelo Ministério do Trabalho. No país, as maiores quedas em abril foram registradas em Alagoas (2,03%), Maranhão (0,65%), Rio Grande do Norte (0,61) e Acre (0,56).

Em abril, foram admitidos no Amazonas 9.603 pessoas, no entanto 11.648 trabalhadores foram desligados. No quadrimestre, 41.900 foram empregadas contra 55.142 demissões. De maio de 2015 a abril de 2016, o nível de desemprego registrou -9,24%, o equivalente a 149.311 admissões contra 192.011 desligamentos.

O maior volume de demissões foi registrado na indústria (1.030), seguido do comércio (803). O ministério registrou ainda desligamento nos serviços (75), serviços industriais de utilidade pública (59), extrativa mineral (39), construção civil (37), administração pública (3) e agropecuária (1).

Os dados nacionais mostram que em abril, o nível de emprego apresentou declínio de 0,16% em relação ao estoque do mês anterior, uma redução de 62.844 postos de trabalhos formais, o menor resultado negativo desde abril de 2015, quando o mercado deu início à série de resultados negativos.

O número de abril, segundo o ministro Ronaldo Nogueira, pode significar um recuo na trajetória de perdas de postos de trabalho no Brasil. “O número, apesar de ainda negativo, demonstra uma recuperação do mercado. É possível que no segundo semestre possamos ter dados positivos”, avaliou.

O resultado, saldo de 1.258.970 admissões contra 1.321.814 desligamentos, é menor que o verificado em março deste ano, quando foram perdidos 118.776 postos, e também está abaixo do registrado em abril de 2015, que teve um recuo de 97.825 postos de trabalho formais.

Na análise setorial, dois dos oito setores de atividade econômica apresentaram saldo positivo: a agricultura gerou 8.051 novos postos (+0,52%), principalmente por razões ligadas à sazonalidade das atividades de cultivo do café; e a administração pública, com geração de 2.255 postos (+0,25%), particularmente pelo aumento do emprego no Estado de São Paulo, que criou 1.256 postos.

Os setores que registraram maior declínio do nível de emprego foram o Comércio (-30.507 postos ou -0,34%), a Construção Civil (-16.036 postos ou -0,61%), e a Indústria de Transformação (-15.982 postos ou -0,21%). Na Indústria de Transformação, dentre os doze ramos que a integram, dois registraram incremento no nível de emprego: Química (+5.542 postos ou +0,61%) e Calçados (+663 postos ou +0,22%).

No recorte geográfico, houve expansão do nível de emprego na região Centro-Oeste (+4.186 postos ou +0,13%), devido principalmente ao desempenho favorável dos subsetores da Indústria de Transformação (+3.745 postos) e Construção Civil (+2.657 postos). O desempenho negativo ocorreu no Nordeste (-25.992 postos ou -0,40%), Sudeste (-23.985 postos ou -0,12%), Sul (-11.318 postos ou -0,16%) e Norte (-5.735 postos ou -0,32%).

Por Kattiúcia Silveira e assessoria

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