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No Iranduba, bodó é prato principal em festival

Festival “Bodó com Farinha”, em Iranduba, chega a sua 12ª edição com 35 pratos especiais do peixe - foto: foto: Ricardo Oliveira

Festival “Bodó com Farinha”, em Iranduba, chega a sua 12ª edição com 35 pratos especiais do peixe – foto: foto: Ricardo Oliveira

Enquanto alguns amam, outros detestam. Esse é o bodó. O peixe típico da região amazônica é conhecido por viver em locais enlameados e por sua aparência pré-histórica. Para acabar com o mito que ronda o produto, há 12 anos acontece no município de Iranduba (25 quilômetros de Manaus) o festival ‘Bodó com Farinha’.

Idealizado pelo empresário Juvenal Monteiro e o professor José Cassiano da Silva, mais conhecido como Titio Cassiano, a festa chegou a mais uma edição, neste domingo (8), e trouxe ao público que compareceu ao Restaurante Big Bom, localizado no Porto de Iranduba, mais de 35 pratos feitos com o peixe.

Organizador do evento, Juvenal lembra que o bodó é um dos principais produtos que movimentam a economia do município. Por este motivo, a festa é tão importante para todos os moradores de Iranduba.

“Preparamos uma vez por ano esse festival gastronômico. Fazemos o desfile da rainha, apresentamos mais de 35 pratos com o bodó, fora o tradicional, que é o cozido ou assado. Temos que valorizar esse peixe da região. Hoje, o preço varia muito. Chegam a custar de R$0,30 a R$1. O bodó é a lagosta da nossa região”, explicou Juvenal.

O festival contou com a presença de mais de 4 mil pessoas que vieram de vários municípios para experimentar os vários pratos apresentados. Para o prefeito da cidade, Xinaik Medeiros (PTB), essa visita demonstra a paixão dos amazonenses pelos produtos regionais.

Xinaik disse que o festival mostra ao mundo a qualidade e variedade de pratos que são possíveis criar com o bodó. Além da caldeirada, ele apontou o bodó assado, filé do bodó, pirão e até pudim. “É muito bom saber que um peixe tão gostoso tem essas opções. Neste período de baixa do rio, temos uma fartura de bodó na nossa região e cada vez mais, só tem a aumentar e impulsionar a economia da região. Em volta das comunidades, no quilometro 26, no lago do Iranduba, tem bastante bodó, não podemos esquecer do lago do Janauacá. Praticamente todas as pessoas que vivem e sobrevivem da pesca ganham um ‘up’ com o aumento na safra do bodó”, frisou.

Por Thiago Fernando

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