Saúde e Bem Estar

No Dia Internacional da Mulher, organizações alertam para as questões de saúde feminina

Além do câncer, outras doenças acometem as mulheres e podem até ser mais perigosas

Além do câncer, outras doenças acometem as mulheres e podem até ser mais perigosas

Reconhecido há quase 40 anos pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional da Mulher – celebrado todo dia 8 de março – simboliza a luta das mulheres por melhores condições de trabalho e vida. Mas, para garantir a continuidade destas batalhas às diversas gerações, é preciso estar atento a um fator importante: a saúde.

Com esta preocupação, é possível prevenir uma série de doenças ou até mesmo tratar, caso sejam diagnosticadas precocemente, como o câncer. Neste ano, o Brasil deve registrar 596,07 mil novos casos de neoplasias, dentre os quais 300,87 mil entre as mulheres, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA).

As maiores incidências apontam para cânceres de mama (57.960), cólon e reto (17.620), colo do útero (16.340), pulmão (10.860), estômago (7.600), corpo do útero (6.950), ovário (6.150), glândula tireoide (5.870) e linfoma não-Hodgkin (5.030).

Além do câncer, outras doenças acometem as mulheres e podem até ser mais perigosas. Segundo o cardiologista e diretor de relacionamento do Laboratório Sabin, Anderson Rodrigues, o óbito por doença cardiovascular é muito mais frequente que pelo câncer de mama.

Ele destaca que o infarto é mais perigoso para mulheres que para homens por uma série de fatores. “As artérias femininas são mais finas, portanto, mais propensas aos ‘entupimentos’; os sintomas do infarto na mulher não são tão claros como nos homens, dificultando o diagnóstico de um ‘ataque cardíaco’; por exemplo. E ainda quando chegam à emergência, reclamando de dor, podem enfrentar outro problema frequente: o preconceito e consequente não valorização da queixa das mulheres”, pontua.

Com 13 unidades espalhadas pela capital amazonense, o Laboratório Sabin possui uma lista de exames específicos para o público feminino, dentre os quais: colpocitológico (HPV), que permite a visualização de lesões mínimas no trato genital, podendo prevenir contra o HPV e, consequentemente, o câncer do colo do útero; sorologia para toxoplasmose, doença infecciosa causada por um protozoário encontrado nas fezes dos gatos e em outros animais contaminados; sorologia para citomegalovirus, doença infecciosa causada pelo mesmo vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes zoster; e sorologia para Rubéola, doença causada pelo vírus da rubéola e transmitida por via respiratória.

Anderson Rodrigues pontua que o cuidado com a saúde deve ser constante em todas as etapas da vida das mulheres, mesmo que o foco de atenção possa mudar, de acordo com o desenvolvimento e a faixa etária. “Vale ressaltar que os exames femininos não se resumem apenas aos ginecológicos. Ter os exames em dia pode prevenir, além do câncer ginecológico, doenças cardiovasculares e diabetes, que hoje têm alta incidência na população mundial”, afirma.

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