Dia a dia

No dia dos professores, categoria faz ato por melhores condições de trabalho e reajuste salarial

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Segundo o presidente da ASPROM/SINDICAL, Lambert Melo, o objetivo do ato é mostrar para a sociedade que, mesmo em uma data festiva, não há nada para ser comemorado pela categoria – foto: Diego Janatã

Um grupo de professores de escolas estaduais e municipais interditaram a avenida 7 de Setembro, no Centro de Manaus, em protesto por reajuste salarial e melhores de condições de trabalho nas salas de aula. O ato ocorreu na manhã deste sábado (15), quando se comemora o dia do professor. Os manifestantes se concentraram na praça Heliodoro Balbi, por volta das 9h, em seguida fizeram uma caminhada em torno da praça, entre a 7 de Setembro e a rua José Paranaguá. O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) precisou fazer desvio para a passagem de veículos no local.

Segundo o presidente do Sindicato dos Professores e Pedagogos do Ensino Público da Educação Básica do Município de Manaus (Asprom/Sindical), Lambert Melo, o objetivo do ato é mostrar para a sociedade que, mesmo em uma data festiva, não há nada para ser comemorado pela categoria. “Essa nossa ação é em homenagem ao dia do professor, mostrando que essa data não é de homenagem e nem de comemoração, mas sim dia de luta. Para que a gente possa denunciar todos os nossos problemas que estamos sofrendo aqui no estado e também no município com relação a desvalorização da nossa categoria”, disse.

De acordo com Lambert, entre as principais reivindicações da categoria está o congelamento do salário na rede estadual de ensino e o reajuste parcelado da rede municipal de educação. “Estamos a dois anos sem reajuste salarial pelo Governo José Melo. Repudiamos a questão da prefeitura, em relação ao reajuste parcelado que o prefeito concedeu este ano, pagando apenas 5% da reposição da inflação. Não houve a recomposição completa da inflação de 2015, nós recebemos apenas 5%, faltando o restante de 4,25% que está programado para janeiro do próximo ano. Não sabemos se essa segunda parcela vai ser paga. Então em 2016 estamos sofrendo porque esse 5% que foi concedido no final de junho já foi corroído pela inflação dos meses seguintes, julho, agosto, setembro”, comentou.

Conforme Lambert, a categoria também luta contra os ataques que vem sofrendo por parte do Governo Federal a nível nacional. Ele destaca que entre os ataques está a PEC 241, que congela os gastos do governo federal por 20 anos e derruba a obrigatoriedade de o governo federal investir 18% do orçamento na educação, prevista na Constituição de 1988; o congelamento do reajuste do piso salarial nacional; a lei da mordaça; a mudança na aposentaria especial dos professores e a redução nos dias de férias da categoria, que atualmente é de 45 dias e deverá passar a ser 30.

“Infelizmente, na Seduc, o diálogo está totalmente fechado. Já tivemos várias vezes lá para dialogar em relação ao reajuste salarial e o governador só reclama que não tem dinheiro. Na prefeitura a mesma coisa, eles dizem que só negociam com Sinteam, que é um sindicato desmoralizado e desacreditado, não tem força para negociar perante a categoria e perante o prefeito. Temos tratamento desrespeitoso, que desvaloriza o magistério e que não melhora as condições de trabalho e nem a qualidade do ensino do nosso munícipio. Ou seja, com um monte de ataques que estão sendo feitos os professores não têm nada a comemorar, infelizmente”, destacou.

Professora há 14 anos, Mariza Souza, 33, cobra mais recursos para a qualidade do ensino. Ela também criticou o processo de escolas de gestores de escolas. “São problemas dentro de fora da escola que os professores precisam lidar. Precisamos ser respeitados, ter melhores condições de trabalho, de ensino. A educação deveria ser prioridade e não está sendo”, disse.

A pedagoga Aldenize Silva, 51, pede mais valorização da profissão. “Nacionalmente, a categoria tem tratamento diferenciado dos outros profissionais de nível superior. A partir de 2006, para estar na sala de aula era necessário ensino superior. Temos, inclusive especialistas, mestres e doutores, separados de acordo com a legislação. No entanto, não temos melhorias salariais e nem ambientais. Tudo isso pode ser pensado novamente. A valorização do professor e melhores condições nas escolas”, disse.

Por Michelle Freitas
Jornal EM TEMPO

1 Comment

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  1. JAMISSON

    15 de outubro de 2016 at 15:45

    A Coordrnadora Geral(Presidente)do ASPROM/SINDICAL é a Professora Helma Sampaio. Por favor consertem aí.

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