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No Brasil, demissão de técnicos diminui em relação a 2015

Mesmo após Figueirense e Internacional anunciarem as demissões de seus técnicos depois de derrotas no final de semana, o número de treinadores que perderam o emprego no Campeonato Brasileiro deste ano é muito menor que na edição anterior.


Das oito trocas que o torneio registra até o momento, em apenas quatro houve demissão. Houve uma redução de 63% em relação ao ano passado, quando onze técnicos já tinham sido sacados de seus times até a 14ª rodada.

Na atual edição, além de Argel Fucks e Vinicius Eutrópio, Givanildo Oliveira e Gilson Keina foram os que deixaram os cargos por decisão do América-MG e do Coritiba, respectivamente, após as más campanhas na competição. Muricy Ramalho, Diego Aguirre, Guto Ferreira e Tite pediram para sair por diferentes motivos.

Muricy teve problemas de saúde e entrou em acordo com o Flamengo para se desligar. O uruguaio Aguirre pediu dispensa do Atlético-MG logo após a eliminação da Libertadores e assumiu o San Lorenzo, da Argentina. Guto Ferreira recebeu proposta melhor para dirigir o Bahia, na Série B, e deixou a Chapecoense. Tite se despediu do Corinthians para dirigir a seleção brasileira.

A demissão de Kleina no Coritiba não foi uma novidade no clube paranaense. O Coritiba trocou de técnico nove vezes nos últimos três anos.

Há duas semanas, Alex Brasil foi anunciado como novo diretor de futebol do clube. O dirigente diz que tentará acabar com essa rotina na equipe;

“No Londrina, o técnico é o mesmo há cinco anos e no Paysandu eu estava fazendo esse trabalho”, disse o diretor à Folha de S.Paulo. “Venho com esse pensamento [a longo prazo] para o Coritiba”, completou.

Já o Santos, que enfrenta o Palmeiras nesta terça-feira (12) no fechamento da 14ª rodada, vem se destacando por dar continuidade ao seus comandantes. Na equipe alvinegra desde 2015, Dorival Júnior foi mantido no cargo mesmo após perder o título da Copa do Brasil e não se classificar para a Libertadores deste ano.

Segundo Dagoberto Fernando dos Santos, diretor de futebol santista, está havendo mais paciência com os trabalhos dos técnicos no país e há dois motivos para que o imediatismo ocorresse com mais frequência.

“Primeiro pela cultura de se colocar nos ombros do técnico toda a responsabilidade de um trabalho. E em segundo, pela falta de profissionalismo dos clubes, que se utilizam de mecanismos e gestores não capacitados para gerir o futebol”, afirmou.

Porém, ele vê um cenário promissor para o futebol brasileiro e acredita que a visão dos diretores está mudando.

“Por muito tempo, o futebol brasileiro era caracterizado pelo imediatismo dos resultados dentro de campo. Todavia tenho observado que isso mudou”, completou.

“O que faz isso [mudança] acontecer são invariavelmente os exemplos de clubes que já desenvolvem um trabalho profissional e que, nos últimos anos, colhem os frutos desse trabalho”, finalizou.

Por Folhapress

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