Política

No auge da crise, PSB anuncia que agora integra a oposição a Dilma

Siqueira não poupou o ex-presidente Lula, alvo de uma ofensiva da Operação Lava Jato, de críticas - foto: divulgação.

Siqueira não poupou o ex-presidente Lula, alvo de uma ofensiva da Operação Lava Jato, de críticas – foto: divulgação.

No momento em que o PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff enfrentam sua maior prova de fogo desde o início da crise que dragou o Palácio do Planalto, o PSB anunciou que migrará oficialmente para a oposição e que não acredita mais na recuperação do governo sob o comando da petista.

O partido, que tinha no ex-governador Eduardo Campos sua maior estrela, já havia deixado a base de apoio do governo há dois anos, mas se classificava como “independente”. Segundo o presidente da legenda, Carlos Siqueira, no entanto, o agravamento da crise política e econômica construiu uma posição ‘majoritária’ na legenda de que não há mais como dar qualquer suporte à presidente.

“Hoje temos uma maioria muito ampla que entende que a condução que a presidente vem dando à crise, se é que podemos chamar isso de condução, impede a recuperação do país”, disse Siqueira.

“A posição majoritária hoje é que o ideal, e nem sempre o ideal acontece, é que devemos apoiar a investida que ocorre no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pela realização de novas eleições”, afirmou. Segundo ele, os elementos existentes hoje mostram que Dilma se elegeu numa disputa “viciada”.

Lula

Siqueira não poupou o ex-presidente Lula, alvo de uma ofensiva da Operação Lava Jato, de críticas. Segundo ele, a investigação de ex-presidentes é comum no exterior e não representa o enfraquecimento de uma democracia, ao contrário.

Ele reconheceu que seu partido já foi próximo de Lula, mas disse não lamentar o desfecho da relação e a situação atual do ex-presidente. “Eu não lamento nada. Sou um democrata. E as ‘vacas sagradas’ da política são muito perigosas para a democracia”, disse. “A investigação é algo absolutamente natural. Não vamos vitimizar nem pré-julgar ninguém. Quem absolve ou condena é a Justiça”, concluiu.

PorFolhapress

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