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No Amazonas, primeira fase da campanha de vacinação contra H1N1pretende imunizar 900 mil pessoas

Ao todo, 18 mil comprimidos foram disponibilizados para as unidades da capital e do interior - foto: Gerson Freitas

Ao todo, 18 mil comprimidos foram disponibilizados para as unidades da capital e do interior – foto: Gerson Freitas

Imunizar ao menos 900 mil pessoas, que compõe os grupos vulneráveis e de risco contra a gripe H1N1 no Amazonas, a partir do próximo dia 30, é a meta da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), de acordo com o presidente do órgão, Bernardino Albuquerque, durante a reunião com os secretários municipais de saúde e coordenadores do programa nacional de vacinação, ocorrida na manhã de ontem, por meio de videoconferência.

Bernardino disse que no Estado, dois casos da doença já foram confirmados pelo órgão sendo um no início do mês de março e outro neste mês. O segundo caso, descoberto agora em abril, foi considerado importado, uma vez que o paciente, que foi a óbito, adquiriu a gripe em outra localidade e teve a confirmação apenas no Amazonas. Dados da fundação mostram ainda que em 2014, não foi registrado nenhum caso da doença no Amazonas. Já no ano passado, somente um caso foi confirmado pelo órgão.

Os primeiros a receberem a vacina serão as crianças abaixo de 5 anos de idade, seguido dos idosos acima de 60 anos, pessoas portadoras de doenças crônicas, grávidas, detentos e aquela população que tem a probabilidade muito alta de fazer a infecção, no caso, servidores da saúde, destacou o presidente da FVS. O órgão também pretende atender ainda nesta primeira fase da campanha, as comunidades indígenas.

Para Bernardino, a maior dificuldade de alcançar a meta de imunização está relacionada a questões das áreas rurais, consideradas remotas. Segundo ele, essa situação é vista como uma das necessidades do órgão de iniciar o quanto antes a distribuição da vacina pelos interiores do Estado, para que todas as localidades estejam equipadas com a vacina antes do dia 30 de abril.

“Esse assunto é extremamente importante e preocupa a questão da saúde pública. Estamos ajustando a campanha de vacinação para que seja feita a cobertura total do Estado. Devido a logística, que em algumas regiões do Amazonas é bastante complicada, em virtude da distância, a vacina leva de três a quatro dias para chegar ao destino, principalmente quando se trata da população indígena. Por isso essa atenção e esse alinhamento nesta semana com as equipes, para podermos atender a todos e deixar o Amazonas imune da H1N1”, pontuou.

Durante a videoconferência foi montada estratégias individuais a nível local com as coordenações do interior, já que cada município apresenta diferentes realidades, quando se fala em estruturas, números de postos de vacinação, servidores, materiais publicitários, recursos humanos disponíveis para a campanha, quantidade de vacinas e seringas destinadas a cada região. Bernardino disse ainda que todas essas situações estão sendo pensadas para que a FVS tenha uma vacinação com a maior eficiência possível.

Monitoramento

Além da campanha de vacinação, a fundação vem investindo nos monitoramentos dos casos, em especial nos pacientes graves, internados em Unidades de Terapia Intensivo (UTI), de qualquer serviço da capital ou do interior, seja público ou privado. A coleta do material está sendo realizada e processada em laboratórios de saúde pública da capital. “Esse monitoramento é fundamental para o acompanhamento da evolução da doença no Estado.  Somente ele pode nos informar exatamente a questão da pressão de introdução do vírus aqui no Amazonas. Esse procedimento é indispensável e necessário”, ressaltou.

Por Gerson Freitas

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