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No Amazonas o Câncer de Colo de Útero tem o maior índice da região

O câncer do colo do útero é o terceiro mais comum na população feminina brasileira e o segundo mais frequente entre as mulheres em todo o mundo, atrás apenas do câncer de mama. Ele é responsável por cerca de 530 mil casos novos no mundo e pela morte de aproximadamente 265 mil mulheres por ano.

De acordo com a estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, 2014-2015, produzida pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil terá mais de 15 mil novos casos por ano. E com um risco estimado de 15,3% de casos a cada 100 mil mulheres.

No Amazonas, o câncer do colo de útero é o maior, seguido dos outros dois principais tipos que atingem as mulheres – câncer de mama e de estômago, respectivamente. Representando a marca de 630 casos no Estado ou aproximadamente 35% da população feminina.

Em Manaus, a Associação de Apoio às Mulheres Portadoras de Câncer, Lar das Marias, presta apoio às mulheres do interior do Amazonas e de cidades de outros Estados do Norte que fazem tratamento de câncer em Manaus.

“Atendemos as pacientes que normalmente não têm condições de se manter na cidade enquanto realizam o tratamento. Elas vêm acompanhadas de algum parente e, aqui no Lar, recebem hospedagem sem custo e têm condução, alimentação e toda a assistência necessária”, explica a diretora do Lar das Marias, Circe de Mendonça.

A Associação está ativa há 9 anos e já recebeu cerca de 850 mulheres, desse quantitativo, 80% dessas mulheres são acometidas de câncer de útero. “Como elas são oriundas do interior, algumas são agricultoras e vivem em situação de vulnerabilidade social, não têm o habito de procurar atendimento médico regulamente pra realização de exames de rotina. Existe também a falta de orientação mais ostensivas das equipes de saúde dos municípios”, declara a assistente social do Lar das Marias, Glaucia Souza.

De acordo com a também presidente do Lar das Marias, a médica oncologista Adelaide Portela, o câncer de colo útero é um problema de saúde pública. “É uma doença que tem um exame simples, bom, barato e eficaz, é o popular preventivo. Falta decisão politica para que isso funcione eficazmente, pois os programas de Governo criados com esta finalidade já existem.”

Assim como qualquer tipo de câncer, quando as pacientes são diagnosticadas com um tumor, elas passam por processos de dúvidas e, na maioria dos casos, sentem-se fragilizadas. É nesta fase que o suporte emocional da família e amigos se torna fundamental.

“Para a maioria das pacientes o diagnóstico de câncer é igual a morte eminente. Desespero, ansiedade e medo. O total desconhecimento sobre o que a doença faz com que tudo seja muito complicado. E em alguns casos, elas não têm apoio familiar necessário em momentos difíceis”, comenta a médica.

Vacina – neste mês de junho comemorou-se o Dia Nacional da Imunização. A data, criada em 1988, pelo Ministério da Saúde, ainda não é muito lembrada, mas tem grande importância, pois os resultados alcançados pelas imunizações representam grandes avanços em saúde pública.

O esquema vacinal contra o HPV é composto por três doses, sendo que a segunda dose deve ser tomada seis meses após a primeira, e a terceira cinco anos após a primeira. Apenas com o esquema vacinal completo é possível garantir a imunização.
A introdução da vacina HPV quadrivalente, que confere proteção contra HPV de baixo e de alto risco, no Sistema Único de Saúde, tem o objetivo de reduzir os índices de câncer de colo uterino, já que a doença tem relação direta com a infecção causada pelo vírus HPV.

A recomendação do Inca é de que mulheres a partir dos 20 anos, com vida sexual ativa, devem fazer os dois primeiros exames preventivos com intervalo de um ano e, a partir do terceiro exame, o intervalo passa a ser de três anos.

“A vacina é uma grande promessa e vamos ter estes resultados a longo prazo. Esta é a prevenção primaria, mais eficaz e mais barato. Sobretudo, vale lembrar que o fato de vacinar, não invalida outros cuidados, dentre eles o preventivo.  Todo este contexto envolve informação e educação”, enfatiza Adelaide.

Com informações da assessoria

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