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No Amazonas, o assassinato de mulheres cresceu 128,3% em uma década

Essa nova geração de vítimas, em que parte das mulheres atingiu a maioridade após a Lei Maria da Penha, parece não estar se beneficiando da maior proteção oferecida pela legislação- foto: arquivo Agência Brasil/Marco Santos

Essa nova geração de vítimas, em que parte das mulheres atingiu a maioridade após a Lei Maria da Penha, parece não estar se beneficiando da maior proteção oferecida pela legislação- foto: arquivo Agência Brasil/Marco Santos

O assassinato de mulheres no Amazonas cresceu 128,3% em uma década, de 2003 a 2013, e caiu para 81,1% entre 2006 e 2013, segundo dados do ‘Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil’, divulgado nesta segunda-feira (9). No Estado, o número de assassinatos oscilou no período pesquisado. Foram 35 em 2013, 49 (2004), 48 (2005), 53 (2006), 52 (2007), 63 (2008), 67 (2009), 65 (2010), 81 (2011), 118 (2012) e 96 em 2013.

A taxa de homicídios aumentou no Estado. Em 2003, foi de 2,3 assassinatos por 100 mil habitantes. Em 2013, foi de 5,3. Em 2006, a taxa foi de 3,2 mulheres a cada 100 mil.

De acordo com o último ano pesquisado, o maior índice de mortes registrado foi entre mulheres de 18 anos: 3,6% dos 4.762 dos óbitos (168 mulheres) registrados em todo o País. É a incidência mais alta de assassinatos dentro do que foi traçado pelo estudo como a faixa etária mais perigosa para as mulheres – que vai dos 18 aos 30 anos e responde por 39% do total de homicídios.

Tomadas em conjunto, as taxas nacionais não expressam a enorme diversidade de situações existente entre as regiões e entre as Unidades Federativas. Em 2013, por exemplo, Roraima apresentou uma taxa absurdamente elevada, de 15,3 homicídios por 100 mil mulheres, mais que triplicando a média nacional, os índices de Santa Catarina, Piauí e São Paulo giravam em torno de 3 por 100 mil, isso é, a quinta parte de Roraima.

O perfil dos agressores, com base em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, que registra os atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) ligados à violência, é comum aos estados. Parentes imediatos, parceiros e ex-parceiros são responsáveis por quase sete em cada dez atendimentos médicos. Entre mulheres jovens, namorados e maridos são responsáveis por 50,7% das agressões.

Essa nova geração de vítimas, em que parte das mulheres atingiu a maioridade após a Lei Maria da Penha, parece não estar se beneficiando da maior proteção oferecida pela legislação. Para Waiselfisz, as estatísticas mostram a necessidade de mais esforços na aplicação da lei, sobretudo no que diz respeito aos passos posteriores às denúncias e ocorrências.

Tal número coloca o Brasil como o quinto país que mais mata mulheres no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde citados no ‘Mapa da Violência’. Apenas El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia são mais letais no grupo das 83 nações estudadas.

Por Equipe EM TEMPO

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