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No AM, mulheres poderão denunciar casos de agressão  por meio de site e aplicativo

Em Manaus, já foram registrados 1737 casos em  decorrência de agressão física - foto: divulgação

Em Manaus, já foram registrados 1737 casos em decorrência de agressão física – foto: divulgação

Na manhã desta terça-feira (29), foi lançado Portal da Mulher Amazonense e do aplicativo de celular denominado “Alerta Rosa”, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul. Segundo dados da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), de janeiro a agosto deste ano, já foram registradas 2817 ocorrências de violência contra a mulher na capital, desse total, 1737 foram em decorrência de agressão física.

“Com o lançamento do portaldamulher.am.gov.br, vamos estar abrindo mais um canal para registro de denúncias de crimes contra as mulheres. O aplicativo “Alerta Rosa”, vai permitir que as mulheres que tenham sofrido violência e estejam cadastras na Policia Civil, acionar atendimento policial em situação de risco. Com essas ferramentas daremos mais agilidade ao atendimento das mulheres vítimas de violência”, disse Graça Prola, titular da Sejusc.

Prola explicou ainda  que o alerta feito por meio de aplicativo é enviado ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), que encaminhará a demanda à Polícia Militar, que por sua vez, irá ao local onde a vítima estiver. O sistema conta com um GPS para facilitar a localização da vítima. “Essa inovação tecnológica vai nos permitir atuação em tempo real na proteção dos direitos da mulher e na punição de seus agressores”, destacou.

O governador José Melo esteve presente no lançamento e revelou que o aplicativo “Alerta Rosa” é fruto de uma parceria do Governo do Amazonas, com a Sejusc, Secretaria de Estado da Segurança (SSP), com a empresa FabriQ Projetos e Samsung Eletrônica da Amazônia, que desenvolveram a tecnologia. “Esse aplicativo pode ser baixado no Google Play por mulheres previamente cadastradas junto a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Crimes contra a Mulher (DECCM). Assim, quando o Ciops receber o alerta por meio do aplicativo, a demanda será tratada como prioridade e ao atendentes despacham a ocorrência para a guarnição da Polícia Militar mais próxima, para ir até o local”, comentou.

Melo informou ainda, que o credenciamento para o acionamento da polícia por meio do aplicativo, segue critérios estabelecidos pela Sejusc. Por tanto, o aplicativo só irá emitir o alerta para as mulheres que que forem indicadas e classificadas no projeto como vítimas de violência doméstica. “Assim vamos conseguir evitar trotes e não precisaremos atender demandas que não existem. Por isso o aplicativo não funcionar para o público em geral”, frisou.

Outro meio de encaminhar as demandas será feito através do 190, que identificara ocorrências através de senhas que serão fornecidas pelas mulheres cadastradas no projeto. Dessa maneira, o atendente do 190 vai saber que aquela ligação se refere a denúncia feita por uma das mulheres do alerta proteção e vai seguir os protocolos do projeto.

Durante o lançamento do portal e do aplicativo, uma demonstração de como o procedimento vai ocorrer foi feita para o público, e pelo menos três vezes, a ligação feita pela acompanhante da vítima chegou a cair. Na ocasião foi divulgada que esse problema poderia acontecer, mas que as equipes estão prontas para dar continuidade de forma rápida no atendimento, caso a ligação chegue a ser interrompida.

Por Michelle Freitas

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