Economia

No AM, desemprego fecha semestre com menos 15 mil vagas

Presidente do Cieam, Wilson Périco, diz que para a exportação fazer a diferença na arrecadação do setor, se faz necessário vontade das empresas e intervenções do governo federal - foto- foto: arquivo EM TEMPO

A indústria de transformação foi o maior responsável pelo volume de cortes de vagas no período, com quase 6 mil demissões – foto: arquivo EM TEMPO

O nível de emprego do primeiro semestre no Amazonas sofreu com a perda de mais de 15,3 mil postos de emprego formal, o equivalente a menos 3,54% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), divulgados nesta quarta-feira (27).

A indústria de transformação foi o maior responsável pelo volume de cortes de vagas no período, com quase 6 mil demissões. O setor foi seguido de perto pelo comércio com 4.782 cortes, de janeiro a junho, e dos serviços que eliminaram 4.268 vagas de emprego formal. No rumo contrário, a construção civil fechou o semestre com saldo positivo de 210 admissões.

Na variação mensal do emprego, foram eliminados 1.231 empregos celetistas em junho, uma retração de 0,29% se comparado à quantidade de trabalhadores com carteira assinada no mês de maio.

O número mantém a tendência de mais demissões do que contratações, no entanto, o volume é menor do que o mês de junho de 2015, quando foram cortadas 3.859 pessoas.

No período, foram admitidas 9.785 pessoas contra 11.016 desligadas. Os serviços puxaram o volume de demissões com saldo negativo de 1.321, depois de admitir 3.424 e desligar 4.745 trabalhadores. Enquanto o comércio fechou com saldo de 627 desligamentos após contratar 2.657 e desligar 3.284 pessoas, a indústria de transformação fechou com saldo positivo de 320 contratações, depois de admitir 2.095 trabalhadores e desligar 1.775.

Nos últimos 12 meses, conforme dados do Caged, o saldo de vagas extintas no Amazonas foi de 36,5 mil, o equivalente negativo de 8,06%.

Enquanto que no período foram contratados 144.498 trabalhadores no Estado, em oito setores econômicos, o total de 181.073 foram demitidos. Nesse período, o maior saldo de cortes ocorreu na indústria de transformação, com menos 22.332 vagas, no comparativo de 28.757 admissões contra 51.089 demissões.

Nacional

De acordo com o Caged, no país foram fechados, em junho, 91.032 vagas de empregos formais. O resultado mantém a tendência de mais demissões que contratações no mercado de trabalho.

No entanto, o resultado melhorou em relação a junho de 2015, quando foram fechados 111.199 postos formais.

No acumulado deste ano, o Caged contabiliza 531.765 vagas fechadas e, nos últimos 12 meses, o saldo chega a 1,765 milhão de postos com carteira assinada a menos.

O setor de serviços registrou a maior queda de vagas formais em junho deste ano, com fechamento de 42.678 postos de trabalho.

Por Emerson Quaresma

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