Dia a dia

Nível do Rio Negro está normal, informa Serviço Hidrológico do porto de Manaus

O CPRM prevê que possivelmente a cheia deste ano seja média, comparada com à do ano passado - foto: divulgação

O CPRM prevê que possivelmente a cheia deste ano seja média, comparada com à do ano passado – foto: divulgação

A cota do rio Negro chegou à marca de 23,60 metros, nessa quarta-feira, subindo 9 centímetros, nível considerado normal pelo chefe do Serviço de Hidrologia do porto de Manaus, Valderino Pereira. No mesmo período do ano passado, o rio Negro atingiu 27,11 metros, subindo apenas 6 centímetros.

“Diferente dos anos anteriores, em que o rio Negro apresentou grandes cheias, este ano os números assinalam para um volume de água bem inferior ao que já atingiu. Não acho que haja motivos para maiores preocupações e, conforme apontam os números atuais, a tendência é a de que a enchente deste ano não seja rigorosa”, observou.

Valderino explicou que a chuva é que determina o volume de subida do rio, de um dia para o outro, e que neste momento é preciso esperar o comportamento do rio para poder dar um prognóstico mais preciso. “Não são apenas as chuvas daqui, mas de toda a região, que determinam o volume dos rios. Em Presidente Figueiredo, por exemplo, já tem água. São as chuvas que determinam as enchentes. Este ano está um pouco diferente, atípico”, salientou.

De acordo com o superintende do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em Manaus, Marco Antônio de Oliveira, atualmente, tanto as calhas da região norte e sul do Amazonas estão em processo de subida nos níveis do rio. Mesmo assim, é possível que a cheia deste ano seja média, comparada com à do ano passado.

“Como tem chovido abaixo da média desde o segundo semestre de 2015, o nível dos rios encontra-se abaixo do mesmo período dos anos anteriores, e isso vale tanto aqui para Manaus quanto para os demais rios. Para este período é incomum o rio ter esse nível, não que isso seja inédito, já aconteceu em anos anteriores”, informou Marco Antônio.

Assim como Valderino, o superintendente do CPRM acredita que a pouca quantidade de chuvas para o período e o baixo volume de água nos rios apontam para uma cheia menor em relação às dos anos anteriores. Segundo Oliveira, o rio Negro tem subido de seis a sete centímetros por dia desde o final de fevereiro e a expectativa é  de que essa média se mantenha. “Atualmente, está ao redor dos 20 metros, sendo que em épocas normais estaria entre 24 e 25 metros, mostrando que o cenário é de uma cheia pequena neste ano. Isso é bom para a agricultura. Quem plantou terá mais tempo de colher. Se a cheia fosse grande, as áreas de várzea já estariam alagadas”, pontuou Marco Antônio.

Alerta de cheia

Um alerta de cheia para os municípios da calha do Alto Solimões foi emitido pela Defesa Civil do Amazonas na última segunda-feira. Conforme o alerta do órgão, a subida repentina do rio Solimões preocupa e pode afetar sete municípios da região. O nível do rio chegou a 11,91 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 11,80 m.

O documento emitido pelo órgão estadual cobra medidas preventivas e o Plano de Contingência dos municípios banhados pelo rio Solimões. O alerta é direcionado a Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins e Atalaia do Norte.

Por Michelle Freitas

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