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Neymar diz que permanecer com a seleção seria se matar por dentro

Logo após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desistir de recorrer da decisão do Tribunal de Disciplina da Conmebol, o atacante Neymar afirmou que não vai permanecer com a seleção brasileira até o final da Copa América porque “ficar aqui apenas treinando” é se “matar por dentro”.

A decisão do jogador teve o aval da CBF.

“Independentemente de onde estarei a partir de agora, acompanharei sempre a seleção, torcendo pelo sucesso dos meus companheiros, mas ficar aqui apenas treinando é me matar por dentro… Sem alegria nenhuma….É muito ruim treinar sem me preparar para algo e essa situação pode me levar a uma lesão acidental o que tornaria tudo ainda mais difícil”, escreveu o jogador em sua conta no Instagram.

“Precisava externar esse sentimento ao grupo e a comissão técnica que sempre me apoiaram. Ficar aqui poderia trazer para um ambiente de ‘CONCENTRAÇÃO’ assuntos que tirariam o foco do principal objetivo da seleção”, acrescentou.

No sábado, o técnico Dunga disse que a decisão de permanecer ou ficar no elenco, para dar apoio moral, caberia a Neymar, mas sempre a tendência foi de que ele deixaria o grupo para antecipar as férias.

O camisa 10 da seleção brasileira está fora da competição após ser suspenso por quatro partidas em virtude de sua expulsão contra a Colômbia, na última quarta-feira (17), pela segunda rodada da primeira fase.

A CBF decidiu, em conjunto com o atleta, não recorrer da decisão. A reportagem apurou que a CBF tinha a informação de que Guillermo Saltos, presidente da Câmara de Apelação da Conmebol, não diminuiria a pena.

Com a vitória sobre a Venezuela no domingo, a seleção brasileira se classificou na primeira colocação de sua chave e enfrentará o Paraguai, no sábado, às 18h30, pelas quartas de final.

Confira a declaração completa de Neymar no Instagram:

“Aguardei com muita fé e esperança até este momento pela possibilidade de ainda poder atuar pela Seleção Brasileira nesta Copa América.

Infelizmente não será mesmo possível.

Sei que a minha presença no grupo é importante, assim como a de cada um dos demais jogadores que, mais do que nunca, devem estar com seus pensamentos totalmente voltados para as próximas partidas que temos pela frente.

Nunca me furtei da responsabilidade de ser um dos líderes do grupo e como capitão sempre me entrego em busca de vitórias e tomando decisões, sejam elas erradas ou certas. E este é um momento de decisão.

Independentemente de onde estarei a partir de agora, acompanharei sempre a seleção, torcendo pelo sucesso dos meus companheiros, mas ficar aqui apenas treinando é me matar por dentro… Sem alegria nenhuma….É muito ruim treinar sem me preparar para algo e essa situação pode me levar a uma lesão acidental o que tornaria tudo ainda mais difícil.

Precisava externar esse sentimento ao grupo e a comissão técnica que sempre me apoiaram. Ficar aqui poderia trazer para um ambiente de ‘CONCENTRAÇÃO’ assuntos que tirariam o foco do principal objetivo da Seleção.

Peço perdão aos meus companheiros, por ter me permitido estar nessa situação, mas tenho certeza que saio com mais um aprendizado em minha carreira.”

Por Folhapress

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