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Neste ano, INSS estima atender 800 mil no Amazonas

Mutirões são a estratégia usada pelo INSS do Amazonas para diminuir a fila de espera por atendimentos – foto: Ione Moreno

Mutirões são a estratégia usada pelo INSS do Amazonas para diminuir a fila de espera por atendimentos – foto: Ione Moreno

Na busca por se livrar do nível de reprovação dos assegurados e alcançar o status de excelência no serviço, o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) estima atender somente neste ano, no Amazonas, aproximadamente, 800 mil pessoas. A expectativa da gerência estadual do órgão é que os atendimentos agendados ultrapassem os números registrados no ano passado em mais de 30%, quando a instituição realizou cerca de 600 mil atendimentos.

Uma das medidas adotadas pelo INSS do Amazonas, para diminuir o tempo médio de espera do atendimento agendado, será realizar diversos mutirões nos finais de semanas, segundo o gerente executivo do órgão, Plizares Santana. Ele apontou que a nova estratégia já começou a dar bons resultados nos primeiros meses de 2016.

De acordo com o gerente, no início de fevereiro o órgão levava, em média, 70 dias para efetuar o atendimento e hoje reduziu para 35 dias. “A população aceita uma espera de 15 a 35 dias. Superior a isso, a situação complica. Então, a nossa meta é reduzir cada vez mais. Já reduzimos quase 40 dias em dois meses. Vamos manter esse patamar, sempre com foco em reduzir”, afirmou.

Plizares destacou que este ano já foram realizados dois mutirões de atendimento na unidade do bairro Cachoeirinha, Zona Sul. A previsão, de acordo com o planejamento do órgão, é que até o final do ano sejam realizados pelo menos mais seis outras ações a fim de adiantar os atendimentos agendados.

O primeiro mutirão aconteceu no mês de março e no último sábado (16) aconteceu outro, com foco nas pessoas com deficiências, incapacitadas de exercer qualquer atividade trabalhistas. “A ideia é promover mais mutirões ao longo do ano. O próximo será no mês de maio para aposentadoria, seja por idade, por tempo de contribuição, rural ou urbano. Nós estamos vendo a possibilidade de realizar depois desse mutirão mais dois até o final deste primeiro semestre e mais quatro no segundo semestre”, ressaltou.

O gerente executivo explicou que essa decisão serviu para dar uma resposta à população, em especial, na questão do atendimento da instituição, que é sempre alvo de reclamações dos assegurados e dos futuros assegurados, por conta da lentidão dos processos. “Mesmo em momento de crise, oferecemos o serviço de qualidade. Precisamos olhar diferente para os nossos clientes”, observou.

No último sábado (16), o INSS do Amazonas realizou o primeiro mutirão 2016 de atendimento para assegurados de benefício assistencial. Na ocasião, 300 pessoas portadoras de deficiências realizaram a perícia médica, que é o último processo antes da liberação do auxílio de R$ 880, equivalente a um salário mínimo.

A chefe da seção de saúde do trabalhador do INSS, Janaina Melo, explicou que, devido à última greve dos servidores do órgão, realizada no final de 2015, o setor de perícia médica, que não aderiu ao movimento, foi impactado pela paralisação dos setores administrativos. Fato que contribuiu para o aumento da demanda de atendimentos agendados. “Esses benefícios assistenciais, que contemplam crianças, deficientes, idosos, casos considerados mais graves ficaram extremamente afetados devido à greve. Por isso, decidimos antecipar para este sábado, os atendimentos agendados do mês de junho e julho”, explicou.

Adiantamento mostra resultado

Para a dona de casa Socorro Carneiro, 52, a iniciativa do INSS do Amazonas, em buscar adiantar os atendimentos, fez toda a diferença para diversas famílias carentes neste momento de crise econômica. Ela destacou que o benefício irá ajudar a custear o tratamento do filho, que sofre de deficiência visual e mental.

Socorro contou que agendou há três semanas e a visita com a assistente social já foi realizada na semana passada. Logo depois, nos ligaram informando que o meu filho já iria passar pela avaliação médica. “Graças a Deus, o nosso atendimento está sendo feito de forma rápida e da melhor maneira. O meu filho, por ter problema visual e mental, precisa urgente desse benefício. O país passa por uma crise econômica e muitas famílias que estão na mesma situação que a minha precisam desse benefício. O mutirão realmente veio para nos ajudar”, concluiu.

O mutirão de sábado, segundo Janaina Melo, se configurou como prioridade para o INSS do Amazonas pelo lado social, mas também para manter os índices da Previdência Social monitorados pelo Sistema Único de Informações de Benéficos (Suib), responsável por 16 milhões de informações de pericias em todo o país e, aproximadamente, 60 mil somente em Manaus.

A chefe setorial do órgão explicou que os 300 casos atendidos no sábado, o benefício para deficientes que não contribuem com o INSS, mas que comprovam renda familiar abaixo de um salário mínimo, considerado na linha da pobreza. “A perícia média é o último procedimento realizado para a liberação do benefício, que será pago no prazo de 7 dias. Essas pessoas, mesmo não sendo contribuintes ativos do INSS, são devidamente amparados pelo órgão”, frisou.

 

Por Gerson Freitas

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