Política

Nervosinho, Drácula, e Avião são alguns dos apelidos na planilha da Odebrecht

As investigações mostram que houve pagamento em espécie a terceiros, indicados por altos executivos do grupo Odebrecht - foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As investigações mostram que houve pagamento em espécie a terceiros, indicados por altos executivos do grupo Odebrecht – foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As planilhas de pagamentos da Odebrecht a cerca de 200 políticos encontradas pela Polícia Federal e que vieram a público nesta quarta-feira (23) trazem “codinomes” curiosos para alguns dos envolvidos.

Os documentos, apreendidos em um endereço do executivo da empreiteira Benedicto Barbosa Júnior na 23ª fase da Lava Jato, em fevereiro, trazem dados de repasses que os investigadores apuram se foram doação eleitoral ou propina, em uma espécie de contabilidade paralela da empresa.

As planilhas trazem, em alguns casos, além do nome dos políticos -e seu cargo, cidade, partido e empresa de origem do repasse-, um campo de “codinomes”.

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por exemplo, tem o apelido de “Caranguejo” nos documentos. Nesta quarta, ao comentar as listas, ele riu e disse que desconhecia a origem do apelido.

“Não sei o que quiseram dizer com isso, quem apelidou é quem tem que dizer”, afirmou.

Além de Cunha, há uma série de outros peemedebistas com apelidos.

O ex-senador e ex-presidente José Sarney (AP) é chamado de “Escritor” -ele também é membro da Academia Brasileira de Letras. Ao prefeito do Rio, Eduardo Paes coube o codinome “Nervosinho”. “Proximus” é como é apelidado o ex-governador fluminense Sérgio Cabral, também do PMDB.

Outro político do Estado, o deputado estadual Jorge Picciani, do mesmo PMDB, leva a alcunha de “Grego”.

Também recebem codinomes os senadores petistas Lindbergh Farias (RJ), o “Lindinho”, e Humberto Costa (PE), o “Drácula”.

Outros apelidos curiosos na planilha da Odebrecht são os da hoje deputada estadual Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) -conhecida como “Avião”-, o do deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), o “Bruto”, o do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), apelidado de “Pastor”, e o de Jarbas Vasconcelos Filho (o “Viagra”).

Há, ainda, alcunhas para políticos menos conhecidos nacionalmente. Daniel Almeida (PCdoB-BA) é o “Comuna”; o também baiano Edvaldo Brito, o “Candomblé”; o deputado estadual gaúcho Adão Villaverde (PT) é “Eva”. Nelson Pelegrino (PT-BA), o “Pelé”.

Sigilo

O juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Lava Jato, decretou o sigilo dos autos que contêm as planilhas da Odebrecht.

Em despacho, o juiz também intima o Ministério Público Federal que se manifeste “com urgência” sobre o envio do documento ao STF (Supremo Tribunal Federal). “Para continuidade da apuração em relação às autoridades com foro privilegiado”, afirmou o juiz.

Os papéis eram públicos até a manhã desta quarta-feira (23), mas já estão sob sigilo.

 

Por Folhapress

1 Comment

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  1. bvlc

    23 de março de 2016 at 22:41

    e cada apilido kkkkk

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