Política

Nair Blair quebra o silêncio e fala sobre acusação de compra de voto para eleger Melo em 2014

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Oito meses após ser detida pela PF acusada de compra de votos para o atual governador, Nair Blair convoca imprensa para se defender – foto: Diego Janatã

Após ser apontada como integrante de um suposto esquema de compra de votos para o governador José Melo (PROS), nas eleições de 2014, e ser presa em janeiro deste ano, por essa mesma acusação, a empresária Nair Blair finalmente quebrou o silêncio e convocou a imprensa para se defender da delação feita pela Policia Federal. Segundo Nair, ela teria sido forçada por um agente da PF a assinar um documento de confissão pelos os crimes.

Blair disse que resolveu falar sobre o caso somente agora porque estava bastante debilitada após ter passado por um procedimento cirúrgico e que também estaria com princípio de depressão. Ela nega ter cometido o crime eleitoral e diz nunca ter beneficiado qualquer candidato. Nair também negou ter tido qualquer contato com Melo em 2014.

“Não houve crime de compra voto. Vou às últimas instâncias para resolver. Vou cobrar as investigações feitas contra mim da Policia Federal porque eu sei que tudo foi forjado”, disse.

A denúncia da PF aponta que Nair era integrante do esquema na distribuição do dinheiro para compra de votos, em uma atividade do comitê de campanha do Melo, realizado em um prédio. Em sua defesa, Nair disse que não ficou mais que dois minutos no local, onde procurava por um pastor para pedir oração.

“Eu fui lá porque o pastor estaria lá. Como eu não teria tempo de ir até a igreja dele, por ser na Terra Nova, decidir ir lá. Quando eu cheguei, já estava no final daquela reunião, inclusive o pastor Paulo me recebeu e me apresentou. Eu disse que não era assessora de ninguém e que tinha ido apenas para orar. Na hora que a polícia chegou, eu estava no banheiro”, relatou Nair.

A prisão de Nair

No dia 3 janeiro deste ano, Nair Blair, foi detida pela Policia Federal, enquanto desembarcava no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na Zona Oeste de Manaus. Segundo a acusada, ela foi abordada por agentes da PF, que pediram para ela esperar. Ainda de acordo com Nair, um dos agentes tomou a bolsa dela que continha o valor de R$ 14 mil.

“Ele pegou a minha bolsa e quando eu a peguei de volta, não havia mais nada. Depois forjaram um flagrante. Apresentaram uma mulher que disse que estava comigo e era com ela que estava uma caixa que continham vários recibos em brancos, pastas, planilhas e computadores dos quais eu desconheço. A partir daí, o agente disse para eu assinar a minha culpa, alegando que se eu não fizesse o que mandava, dormiria o dia presa. Eu assinei, porque eu queria ir embora e não aguentava tanto estresse”, contou Nair.

Entenda o caso

A empresária Nair Blair seria responsável por uma empresa “fantasma” que recebia verba pública destinada à compra de votos para beneficiar a reeleição de José Melo. O caso, que repercutiu em rede nacional em abril do ano passado, culminou no processo de cassação do governador e do vice, Henrique Oliveira, que está em fase de julgamento.

Por Diogo Dias
Do jornal EM TEMPO

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