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Nações Unidas saúdam Colômbia e as Farc por acordo de paz

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, saudou nesta quinta-feira (24) o acordo entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), firmado na noite dessa quarta-feira (23) em Havana.

Pelo acordo, será criado um tribunal para analisar casos ligados ao conflito armado no país. Ban Ki-moon elogiou os dois lados “pelo compromisso em colocar as vítimas no centro do processo de paz”.

Na avaliação do secretário-geral da ONU, o anúncio feito em Havana “representa um progresso significativo para o alcance de um acordo final de paz”.

Para Ban Ki-moon, a Colômbia está perto de acabar com “o conflito armado mais longo do hemisfério”. O chefe da ONU está na expectativa de receber, na sede da organização em Nova York, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

Santos vai participar dos debates de alto nível da Assembleia Geral e Ban Ki-moon quer ouvi-lo sobre o processo de paz. O secretário-geral também elogiou Cuba, Noruega, o Chile e a Venezuela por ajudarem no processo de paz colombiano.

Na nota divulgada por seu porta-voz, o secretário-geral reforça o compromisso da ONU em continuar apoiando o governo e as Farc até a assinatura de um acordo final de paz, medida que, segundo ele, é essencial para garantir a paz, os direitos humanos e o desenvolvimento para todos os cidadãos colombianos.

O governo brasileiro também elogiou o povo e o governo da Colômbia pelos resultados positivos alcançados no âmbito das negociações no processo de paz.

“O entendimento sobre reparação a vítimas e justiça, que se soma à série de acordos alcançados anteriormente, demonstra uma vez mais a determinação dos colombianos de alcançar a pacificação definitiva do país. O governo brasileiro saúda o papel decisivo desempenhado pelo governo de Cuba nas negociações e expressa sua grande satisfação com o anúncio do compromisso das partes em assinar, dentro de seis meses, um acordo final, com vistas ao fim da violência e à reconciliação nacional”, disse, em nota, o Ministério de Relações Exteriores.

 

Por Agência Brasil

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