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Nacional perde em estreia da Copa do Brasil diante da equipe do Dom Bosco por 2 a 0

Zagueiro Fabiano sobe com atacante do Dom Bosco para afastar o perigo da área leonina. Estádio recebeu público pequeno na noite de quarta - foto: João Vieira/Futebolpress

Zagueiro Fabiano sobe com atacante do Dom Bosco para afastar o perigo da área leonina. Estádio recebeu público pequeno na noite de quarta – foto: João Vieira/Futebolpress

Não deu para o Nacional. Atuando fora de casa – na Arena Cuiabá -, diante do Dom Bosco, o time amazonense estreou na Copa do Brasil com o pé esquerdo e saiu de campo derrotado por 2 a 0.

O resultado obriga o Leão da Vila Municipal a vencer o jogo da volta por três gols de diferença. Caso o placar seja o mesmo do confronto de ontem, o classificado será definido nos pênaltis.

Segundo o site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a partida será realizada na próxima quarta-feira (27), às 20h30, na Arena da Amazônia Vivaldo Lima.

Contudo, como terá de atuar a 100 quilômetros de sua sede após punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por conta dos incidentes no confronto contra o Remo-PA, pelas quartas de final da Copa Verde, o Nacional já anunciou que cumprirá a suspensão neste duelo, que deve ser transferido para o estádio Floro de Mendonça, em Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus), com o horário a ser definido.

O jogo

Com a estreia do meia Leandro Chaves – recém-contratado junto ao Madureira-RJ – e o retorno do atacante Rodrigo Dantas, que cumpriu suspensão no duelo contra o Remo, em Belém, o Nacional iniciou a partida dando mostras de que não iria se acanhar mesmo atuando longe de seus domínios. Porém, o começo de partida foi estudo por ambas as equipes.

Aos sete minutos, o Dom Bosco chegou em jogada de bola parada. Robinho cobrou falta de muito longe, e o arqueiro Roberto não teve trabalho para segurar a bola.
Três minutos depois, os donos da casa abriram o placar. Após jogada do lateral João Lennon pela direita, a bola chegou aos pés de Fernandinho, que da entrada da grande área acertou um belo chute, no canto esquerdo do arqueiro  leonino.

Sem inspiração na criação das jogadas e com um começo de partida discreto do estreante Leandro Chaves, o Nacional chegava ao ataque em descidas pelas laterais, com Osvaldir e Radar.

Aos 30 minutos, o atacante Tiago Verçoca tentou cruzamento para a grande área e a bola pegou na mão do zagueiro Amarildo. Pênalti. Rodrigo Dantas colocou a pelota na marca da cal. Na cobrança, o arqueiro Jefferson defendeu e a zaga afastou o perigo de perto da meta.

No final do primeiro tempo, aos 44 minutos, o Dom Bosco quase amplia o placar. Profeta fez boa jogada e invadiu a área. O goleiro nacionalino Roberto cresceu para cima do jogador e “abafou” a finalização.

Substituições não surtiram efeito

Insatisfeito com o desempenho da equipe no primeiro tempo, o técnico leonino Heriberto da Cunha fez duas duas alterações na volta dos vestiários. Entraram o volante Hugo e atacante Sandrinho nos respectivos lugares de Osmar e Rodrigo Dantas, das mesmas posições.

Com mais mobilidade e velocidade, o Leão da Vila Municipal iniciou a segunda etapa com tudo, em busca do empate. Em seis minutos de bola rolando, o Nacional chegou duas vezes. A primeira com Sandrinho e a segunda com o sempre perigoso Osvaldir.

Aos 12 minutos da etapa final, o lateral-direito nacionalino carimbou a trave do arqueiro Jefferson.

Com o passar do tempo, a pressão leonina foi diminuindo e o Dom Bosco conseguiu equilibrar as ações. Aos 25 minutos, Igor, que entrou no lugar de Naian, balançou a rede nacionalina, mas pelo lado de fora.

Boa vantagem

Aos 33 minutos, o autor do primeiro gol dos donos da casa no jogo foi puxado dentro da área do Nacional e o árbitro marcou pênalti. O volante e capitão da equipe Matogrossense, Natan, bateu com categoria e fez o segundo do Leão da Colina.

A desvantagem obrigou o Nacional a sair para o jogo e deixar espaços para os contra-ataques do Dom Bosco. Sem organização, o time amazonense não conseguiu criar boas jogadas e esbarrava na retranaca montada pelos donos da casa, que mostravam satisfação com a boa vantagem construída e só esperaram o apito final do árbitro.

Por André Tobias

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