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Nacional desiste e Princesa abre portas para atacante

Léo Paraíba foi vice-campeão do Amazonense no ano passado com a camisa do Princesa do Solimões - foto: arquivo EM TEMPO

Léo Paraíba foi vice-campeão do Amazonense no ano passado com a camisa do Princesa do Solimões – foto: arquivo EM TEMPO

O atacante Léo Paraíba viu seu futuro mudar em menos de uma semana. De novo reforço nacionalino para a temporada 2016, ele passou a ser mais um dos vários jogadores desempregados no futebol brasileiro. Isso aconteceu porque, segundo o próprio atleta, o diretor de futebol do Nacional, Gilson Motta, “não cumpriu com a palavra” e agiu “como moleque” após fazer uma proposta quando ainda defendia as cores do Remo-PA. Gilson, por sua vez, se defende, afirmando que a conversa que teve com o jogador não passou de uma sondagem.

Os boatos acerca da volta de Léo Paraíba para o Nacional surgiram na última segunda-feira (4), quando a impressa paraense anunciou que o atacante não faria mais parte do elenco remista e que seu destino seria o Leão da Vila Municipal.

Questionado sobre o imbróglio, Léo explicou que Gilson Motta entrou em contato antes do clássico entre Remo e Paysandu, que foi realizado no dia 3. Na conversa, ele perguntou quanto o atleta recebia e fez uma proposta superior para ele fechar com a equipe manauense. Porém, o atleta foi pego de surpresa quando Motta afirmou nunca ter feito proposta para contratá-lo.

“Ele (Gilson) disse que o Omar (Aziz) e a comissão tinham decretado a minha ida para o Nacional. Na segunda (4) treinei normal. Depois do treino, pedi para sair e o Remo me liberou. Nisso, estava tudo certo. Na terça (5) e na quarta (6) a gente conversou, não só com ele, mas com um tal de Caio também. Já na quinta (7), escutei uma conversa que vetaram minha contratação e fui perguntar a ele. O Gilson disse que teria uma reunião para definir. Depois disso, não falou mais nada. Não liguei mais e nem vou ligar”, explicou detalhadamente o jogador.

Sem clube, Léo está em Imperatriz (MA), na casa da sogra. Apesar da decepção de não ter fechado com o Nacional, o atleta disse que o carinho pelo clube não mudou criticou a atual gestão do clube.

“O Nacional merece estar num patamar maior pela estrutura, paga em dia. É a primeira vez que vejo um cara fazer isso. Ele fez papel de moleque, mau caráter, agora estou desempregado. Tenho que correr atrás, porque tenho dois filhos para dar de comer. Muitas pessoas mandaram mensagens de apoio, pedindo para ficar no Remo, mas saí porque ele disse uma coisa e não cumpriu. Não tenho mágoa do Nacional. Não tenho mágoa da comissão. Já ouvi falar que o professor Heriberto é uma pessoa muito boa. Só fiquei chateado com esse cidadão, que prometeu e não cumpriu”, completou Paraíba.

Dirigente nega versão do jogador

Procurado para esclarecer o imbróglio, Motta disse que tudo não passou de uma simples sondagem. O dirigente explicou que ficou sabendo que Léo Paraíba estaria em uma suposta lista de dispensa feita pelo novo comandante do Remo, Marcelo Veiga. Por isso, ligou para o atleta apenas para conversar.

“Foi só conversa, não pedi para ele se desvincular com a equipe do Remo. Só fiquei sabendo que ele estava em uma listagem de dispensa do novo treinador que assumiu, tanto que não estava relacionado para o jogo contra o Paysandu. A direção do Nacional e a comissão técnica não querem o Léo. Estamos precisando de um centroavante e não de jogadores pelo lado”, explicou Motta que, perguntado sobre nomes de possíveis reforços, preferiu não divulgar, já que as negociações estão sendo dificultadas pelo fato de alguns estaduais estarem acontecendo.

Por Thiago Fernando

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