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Na Zona Leste, autônomo é executado a tiros e amigo fica ferido em ‘acerto de contas’

De acordo com o tio de Tiago, ele estava ‘marcado para morrer’, pois devia dinheiro a traficantes do bairro – foto: Diego Janatã

De acordo com o tio de Tiago, ele estava ‘marcado para morrer’, pois devia dinheiro a traficantes do bairro – foto: Diego Janatã

O autônomo Tiago Peres Castro, 24, foi executado com quatro tiros, na madrugada deste domingo (19), por três homens que estavam em um veículo modelo Pálio, de cor preta, e uma motocicleta vermelha não identificada. O fato aconteceu por volta das 3h, na rua Engenheiro Villar, bairro São José Operário, Zona Leste.

Conforme familiares, Tiago estava em uma lista de “marcados para morrer” e teria sido perseguido há dois meses por quatro traficantes que queriam matá-lo.

No tiroteio, o amigo de Tiago, o vendedor Rogério Andrade de Souza, 21, também foi alvejado com um tiro no rosto. As vítimas foram levadas ao pronto-socorro João Lúcio, mas Tiago morreu algumas horas depois.

Testemunhas informaram à polícia, que Tiago e Rogério estavam conversando em uma esquina com mais três amigos quando os suspeitos se aproximaram e, ao avistarem as vítimas, os dois homens do carro abaixaram o vidro e começaram a atirar. Logo em seguida, o outro suspeito que estava na motocicleta também atirou.

Ainda conforme moradores, os criminosos atiraram mais de 10 vezes, mas somente quatro tiros atingiram o autônomo no peito, pulso, nádegas e costas. Após o crime, eles fugiram nos veículos.

De acordo com o tio de Tiago, o operador de máquinas Douglas da Silva, 27, o sobrinho teria confessado a uma tia que estaria marcado para morrer por traficantes do bairro que o estariam perseguindo, pois estaria devendo dinheiro para os suspeitos.

“Teve uma vez que o perseguiram e até atiraram para matá-lo, mas ele conseguiu entrar em um beco e se esconder dos traficantes”, relatou.

O tio da vítima afirmou que Tiago era usuário de drogas há dois anos e também comercializava entorpecentes no mesmo local onde foi executado. “Ele chegou a ser preso há três meses por tráfico de drogas, e saiu da cadeia dois dias depois, mas sempre voltava a traficar lá no mesmo local”, afirmou Douglas.

A Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS) trabalha com a hipótese de acerto de contas oriundo do tráfico de drogas, já que a vítima era usuário e também comercializava entorpecentes.

Por Ana Sena

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