Eleições 2014

Na reta final, pesquisas aquecem campanha eleitoral do Amazonas

Para o eleitor, o sobe e desce das estatísticas de opinião serve apenas para ele acompanhar o desempenho de seu candidato até o dia 5 ou 26 de outubro (primeiro e segundo turnos, respectivamente) – fotos: divulgação

Para o eleitor, o sobe e desce das estatísticas de opinião serve apenas para ele acompanhar o desempenho de seu candidato até o dia 5 ou 26 de outubro (primeiro e segundo turnos, respectivamente) – fotos: divulgação

Em cada resultado divulgado na TV, no rádio ou na internet, acende a luz verde ou amarela para os candidatos. É assim a campanha eleitoral, com as pesquisas de intenções de votos, feitas por empresas especializadas.

Para o eleitor, o sobe e desce das estatísticas de opinião serve apenas para ele acompanhar o desempenho de seu candidato até o dia 5 ou 26 de outubro (primeiro e segundo turnos, respectivamente).

Mas para quem trabalha com marketing político e estratégia, essas pesquisas são mais que números: são dados valiosos que servem de diretrizes para se chegar até os eleitores indecisos e também garantir até o dia da eleição o voto daqueles que já se consideram decididos.

O empresário Durango Duarte, da empresa Perspectiva, que trabalha há 25 anos neste ramo, explica que as pesquisas de intenções de votos refletem a performance dos candidatos em contato com os eleitores.

Para quem está no front, trabalhando para que o candidato seja eleito, os números mostram o que deve ser aprimorado ao longo da campanha eleitoral, que dura pouco mais de três meses. “As estatísticas não mentem e podem virar pelo avesso a estratégia de campanha política”, alertou.

As pesquisas, disse Durango, além de apontarem os rumos da campanha eleitoral, são ferramentas também para motivar os correligionários, as pessoas que caminham ao lado do candidato e estão sempre presentes nos comícios e caminhadas.

“Uma pesquisa com resultados positivos, por exemplo, deixa os militantes felizes e agitados. Mas, se os números forem negativos, pode ocorrer um certo descontentamento”, acrescentou.

Grandes empresários que investem em campanhas políticas também usam os números das pesquisas eleitorais para determinar em qual candidato irá investir mais. “A pesquisa não é capaz de mudar o voto, mas tem um papel estratégico muito importante”, ressaltou o empresário.

Capital e interior

De acordo com o professor universitário e sócio da empresa de pesquisa Action, Afrânio Soares, Manaus representa 55,4% da concentração total de eleitores no Amazonas, o restante está nos municípios do interior.

Para desenvolver uma pesquisa séria de intenções de votos em todo o Estado, é preciso montar uma grande estrutura de pesquisadores para percorrer, simultaneamente, no mínimo 15 municípios. A pesquisa é feita em dois dias, por meio de um sistema informatizado de coleta de informações.

“O trabalho do pesquisador é árduo. Ele não vai até uma praça e conversa com várias pessoas. Ele vai de porta em porta, aborda os moradores e aplica um questionário com perguntas específicas, as quais geram um resultado preciso”, explicou.

Para quem trabalha com marketing político e estratégia, pesquisas são dados valiosos que servem de diretrizes para se chegar até os eleitores indecisos

Para quem trabalha com marketing político e estratégia, pesquisas são dados valiosos que servem de diretrizes para se chegar até os eleitores indecisos

Segundo Afrânio, entre 2 mil e 3 mil pessoas são pesquisadas durante uma coleta de intenções de voto. Como por exemplo, na última parcial, divulgada pela Action, este mês, foi divulgado que o candidato Eduardo Braga (PMDB) aparece à frente do governador José Melo (Pros) e do deputado estadual, Marcelo Ramos (PSB).

Para o professor, as pesquisas de intenções de voto não servem de parâmetro para o eleitor decidir seu voto na urna, porém, sem elas, é impossível pensar em uma campanha vitoriosa.

Eleitores decididos

Nos dias que antecedem as eleições, pelo menos 80% dos eleitores estão decididos em quem irão votar, por isso, as pesquisas de boca de urna têm resultados mais próximos da realidade.

Os 20% restantes decidem o voto momentos antes da votação. Uma pequena parcela, cerca de 3%, representa o “voto útil”, ou seja, os eleitores indecisos que votam nos candidatos que estão vencendo ou perdendo.

“As pesquisas refletem a vontade do eleitor, mas tudo pode mudar à medida que o candidato altera seu discurso político, melhora as suas propostas”, afirmou.

Nas ruas, há quem diga que as pesquisas de intenção de voto não refletem o sentimento do eleitor. Para a estudante universitária Daniela Caetano, 21, os resultados são manipulados em favor de certos candidatos, por isso, prefere não acreditar nos números divulgados pela mídia.

“Eu decidi meu voto com base nas propostas que meu candidato apresentou. Lamento que muita gente acredita que pesquisa ganha eleição e acaba acompanhando uma falsa tendência”, afirmou.

Já a cabeleireira Ivone Martins, 25, e o marido Sílvio César, 25, disseram que têm acompanhado as últimas pesquisas, porém, os números servem apenas para saber quem está melhor nas intenções de voto. “Estas pesquisas são apenas termômetro e não me influenciaram para escolher o meu candidato”, concluiu.

Por Equipe Jornal EM TEMPO

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