Economia

Na região Norte, busca por crédito tem crescimento tímido de 1,6%

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A coragem para a abertura de novos empreendimentos também impulsionou a procura por créditos no Amazonas – foto: divulgação

Apesar do imbróglio no cenário financeiro do Brasil, a busca por créditos na região Norte cresceu 1,6% no mês junho em comparação a maio deste ano. É o que informa o indicador de Demanda do Consumidor por Crédito, da empresa Serasa Experian, que também mostrou um crescimento nacional de 2,1%, fechando o primeiro semestre de 2016 com o acréscimo de 3,2% em relação ao mesmo período de 2015.

De acordo com o gerente comercial da Karoline Cred, Coral Brondino, esse aumento na demanda é um indicativo de melhora do mercado, pois, segundo ele, no início do ano foi difícil para pedidos de crédito, tanto para os bancos e financeiras, quanto para os consumidores.

Brondino salienta que no Amazonas o crescimento ainda está a passos lentos, já que parte da população, ainda temerosa, espera por um desenrolar da crise financeira que o país atravessa. “Os idosos são as pessoas que diminuíram a procura por credito. Eles já vieram de outras crises e, por isso, são mais cautelosos. Esse crescimento é um fortalecimento do mercado”, disse o gerente ao destacar que, apesar das dificuldades no cenário econômico, a busca de credito em financeiras é mais acessível, tendo em vista a menor taxa de juros que é de 2,8% a 3,5%, já em um banco convencional a taxa chega a ser de 16%.

Segundo Brondino, os maiores motivos para a procura de crédito continuam sendo o pagamento de dívidas mais altas e despesas com a saúde.

O economista Ailson Rezende aponta que a coragem para a abertura de novos empreendimentos também impulsionou a procura por créditos no Amazonas. Segundo ele, a dificuldade de realocação no mercado fez com que as pessoas buscassem um adicional à rescisão para empreender. “As pessoas buscam ser os próprios chefes e com isso procuram credito”, disse o economista ao ressaltar que as mesmas pessoas que vão em busca de crédito para um empreendimento estão buscando auxílio com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e se preparando para ter sucesso nos negócios e assim ter retorno financeiro para quitar o empréstimo.

O indicador de demanda do Serasa apontou que, para as pessoas que ganham menos de R$ 1 mil por mês, houve alta de 1,6% na demanda por crédito em junho, na comparação com maio. A faixa de renda entre R$ 1 mil e R$ 2 mil apresentou alta de 2,4%. Aqueles que recebem de R$ 2 mil a R$ 5 mil mensais tiveram alta de 2,9%. A faixa de renda entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês acusou aumento de 3,5%. Para aqueles que ganham mais de R$ 10 mil mensais, houve alta de 3%.

Segundo economistas da Serasa Experian, apesar de positiva, a alta de 3,2% da demanda do consumidor por crédito no primeiro semestre deste ano denota enfraquecimento, devido à queda em relação ao mesmo período no ano passado. “Juros altos, o aumento do desemprego e a confiança reprimida dos consumidores diminuíram o ímpeto dos consumidores a procurar crédito neste primeiro semestre de 2016”, informa a nota.

Por Asafe Augusto e Agências

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