Dia a dia

Na Ponta Negra, evento chama a atenção para o Dia Nacional de Luta Antimanicomial

Profissionais, usuários e familiares participaram da programação – foto: divulgação

Profissionais, usuários e familiares participaram da programação – foto: divulgação

Em alusão ao Dia Nacional de Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, atividades de lazer e cultura foram realizadas na manhã deste domingo (15), no calçadão da Ponta Negra, pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Profissionais, usuários e familiares participaram da programação com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para as novas formas de tratamento, difundir mais a causa e minimizar os efeitos da exclusão de pacientes.

A gerente da rede de atenção do órgão, Efthimia Haidos, esclarece que, atualmente, o trabalho realizado junto aos pacientes prioriza a liberdade. “Precisamos conscientizar que essas pessoas precisam ser tratadas, cuidadas, com liberdade, tendo acesso à saúde, assistência, educação e cultura”, enfatizou.

Ela explica, ainda, que hoje não se fala mais em manicômio. ”Há um movimento que caminha para que todos esses locais sejam fechados. Queremos que todos sejam tratados com dignidade, na liberdade”, declarou a gerente.

Usuária em um dos Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), mantido pela Semsa, Gorete Coelho comenta que o apoio recebido no local a motiva a continuar no tratamento. “Hoje, eu posso dizer que sou mais feliz que ontem. Eu nunca vou desistir. Tem que tomar a medicação, ir às consultas e participar de momentos como esse em que temos a possibilidade envolver um número maior de pessoas. A saúde mental sofre discriminação, mas aqui temos interação e aceitação”, comemorou.

Luta Antimanicomial

Essa luta se caracteriza pela luta pelos direitos das pessoas com sofrimento mental, combatendo a ideia de que se deve isolar a pessoa em nome de pretensos tratamentos baseados em preconceitos.

O Movimento da Luta Antimanicomial faz lembrar que, como todo cidadão, estas pessoas têm o direito fundamental à liberdade, a viver em sociedade e receber cuidado e tratamento, sem abrir mão da cidadania.

O movimento tem como meta a substituição progressiva dos hospitais psiquiátricos tradicionais por serviços abertos de tratamento e formas de atenção dignas e diversificadas, de modo a atender às diferentes formas e momentos em que o sofrimento mental surge e se manifesta.

Com informações da assessoria

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