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Mulheres buscam apoio para se livrar das dívidas

Apesar da facilidade dos cursos, há mulheres que não conseguem controlar os gastos e procuram ajuda - foto: Ione Moreno

Apesar da facilidade dos cursos, há mulheres que não conseguem controlar os gastos e procuram ajuda – foto: Ione Moreno

Na busca para organizar os gastos em períodos difíceis, as mulheres se tornaram a maioria entre os alunos dos cursos voltados para a educação financeira em várias capitais brasileiras. Manaus registra um alto índice, de 90%, que comprova o interesse feminino por organizar as finanças.

De acordo com a DSOP Educação Financeira – organização dedicada à disseminação da educação financeira no Brasil e no mundo, por meio da aplicação da Metodologia DSOP (Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar) -, em Manaus, em uma sala de aula, de cada 20 pessoas que realizam o curso, 18 são mulheres, índice de 90%de presença.

Segundo a diretora da DSOP Educação Financeira em Manaus, Vera Lúcia, a independência financeira levou a mulher a ter um descontrole maior na hora das compras, resultando em mais preocupações para que paguem as altíssimas faturas no final do mês.

“A mulher saiu para o mercado de trabalho e conquista mais espaço. Desta forma, ela passou a ganhar o próprio dinheiro e ser independente, no entanto, a mulher consome mais que o homem e se torna mais endividada também, pois acha que pode comprar tudo e acaba comprometendo a renda”, explicou.

A diretora disse ainda que a tendência é que o quantitativo de mulheres em cursos de educação financeira aumente nos próximos meses. Isto porque o cenário de crise abriu os olhos das mulheres para não se tornarem uma consumidora compulsiva. “O lado positivo é que as mulheres entenderam que não podem gastar mais do que ganham e buscam administrar o dinheiro ao se reeducarem financeiramente”, afirmou Vera Lúcia.

Aplicativos

Apesar da facilidade dos cursos, há mulheres que não conseguem controlar os gastos e procuram ajuda. A técnica administrativa Lana Cristina da Silva afirmou que, por se considerar uma compradora compulsiva, já pensou em procurar uma terapia para gastar menos, mas ainda não tomou coragem.

Segundo ela, 70% do salário ficam reservados para os gastos com roupas e sapatos, porém, nem sempre essas compras ficam dentro do orçamento. “Eu valorizo a imagem e o que tenho no guarda-roupa sei que já é muito, mas sempre compro mais e acaba passando do que ganho”, disse.

A empresária Paula Nogueira recorre à ajuda de aplicativos como métodos de controle para se reeducar financeiramente. Segundo a empresária, usando os aplicativos ela consegue economizar até 20% do que gastava antes. “Eu até pensei em cursos, mas como não tenho muito tempo disponível, decidi usar os aplicativos para me auxiliar. Até agora, a economia tem sido boa, em especial, neste ano, em que tudo ficou mais caro”, contou.

Por Asafe Augusto

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