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Mulher morre após complicação cirúrgica e marido denuncia negligência em hospital

O marido da vítima registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), denunciando a negligência do hospital e médico responsável pela operação - foto: Arthur Castro

O marido da vítima registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), denunciando a negligência do hospital e médico responsável pela operação – foto: Arthur Castro

A dona de casa Cláudia Veiga de Lima, 26, morreu, na noite deste domingo (17), após fazer uma cesariana para a retirada do filho prematuro no Instituto da Mulher Dona Lindu, localizado na rua Recife, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus.

Cláudia deu entrada no Instituto da Mulher na última terça-feira (12), com fortes dores na região abdominal. Os médicosplantonistas afirmaram que a paciente estava entrando em trabalho de parto prematuro e a encaminharam para realizar alguns exames de rotina.

Após o resultado de uma ultrassonografia, foi solicitada uma cesariana de emergência para a retirada do bebê – foi alegado que a criança corria risco de vida, pois a mãe estava perdendo muito líquido. Porém, disseram que a maternidade estava desprovida de material e equipe para a realização da cirurgia. Em seguida, Cláudia foi levada para a sala de operações para a realização da cesariana – depois que o marido, Denis de Oliveira, 44, ameaçou processar o hospital.

De acordo com Denis,a esposa foi vítima de negligência médica. Ele conta que viu o momento em que a esposa estava em trabalho de parto, enquanto era atendida pelo obstetra Cláudio Motta.“Ele [o médico] estava fazendo o parto de qualquer jeito. A minha esposa estava sendo tratada como um animal, pois ele tentava puxar o bebê com violência e como não teve sucesso. Foi necessário que um residente entrasse no lugar dele para retirar a criança da barriga dela”, contou.

A tia da paciente, Daiane Costa da Silva, 31, disseque, após o parto, a paciente ainda ficou internada durante três dias sentindo fortes dores estomacais. Os parentes da vítima exigiram que os médicos avaliassem o estado da paciente, mas nada foi feito. Depois de muita insistência dos familiares, foi constatado que a vítima estava sofrendo de uma infecção – ela foi levada imediatamente à sala de operações para uma segunda cirurgia de emergência.

Cláudia faleceu devido às complicações da intervenção cirúrgica. Os familiares acreditam que a infecção ocorreu devido à cirurgia mal sucedida. No laudo consta que a paciente morreu devido a um choque séptico e uma lesão profunda no intestino delgado. A região intestinal da vítima foi perfurada durante a cirurgia realizada na hora do parto.

O marido da vítima registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), denunciando a negligência do hospital e médico responsável pela operação.

O EM TEMPO Online entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde de Estado (Susam), mas não obtivemos sucesso.

Por Narel Desiree (especial EM TEMPO Online)

1 Comment

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  1. Amazonense

    19 de maio de 2015 at 11:59

    Esse animal travestido de medico deveria ser preso e apodrecer numa cela escura e úmida da penitenciaria. Deveria ser banhido e isolado do contato com humanos. Infelizmente, nos Sus e no Estado ainda existem profissionais medicos dessa estirpe que envergonham e emporcalham a profissao. Perfurar o intestino num parto, realmente caracteriza que este animal fez a cirurgia de qualquer jeito e o material que vazou para o corpo contaminou e causou a na mulher. Esse tipo de profissional, ou melhor, esse animal precisa urgentemente ser execrado do convivio social.

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