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Mudança no ensino médio é positiva, diz secretário de educação do Amazonas

Algemiro Lima afirmou que a mudança no ensino médio é fundamental para a educação no Brasil e também no Amazonas - foto: Divulgação

Algemiro Lima afirmou que a mudança no ensino médio é fundamental para a educação no Brasil e também no Amazonas – foto: Divulgação

O presidente Michel Temer leu e assinou na tarde desta quinta-feira (22) o texto da medida provisória (MP) que institui o Novo Ensino Médio Brasileiro. A proposta apresenta ampliação gradual da carga horária, incentivo às escolas em tempo integral, flexibilidade do currículo e maior autonomia para os sistemas de ensino estaduais. A MP deve ser publicada nesta sexta-feira (23) no Diário Oficial da União e tem 120 dias para ser aprovada ou não pelo Legislativo.

O secretário de Educação do Amazonas, Algemiro Lima, esteve em Brasília onde assistiu a cerimônia e comentou o texto da MP. “Essa mudança no ensino médio é fundamental para a educação no Brasil e em especial no Amazonas. Ela é fruto de discussões feitas desde 2012. Foram consultados mais de 10 mil professores, pedagogos e estudantes em diversas conferências pelo país. Essa proposta ressalta o protagonismo juvenil. Agora, ao invés de disciplinas temos áreas de conhecimento e dentro disso temos a chance de flexibilizar a grade de acordo com nossas necessidades regionais”, afirmou. De acordo com Algemiro, a flexibilidade prevista na medida beneficia o interior do Amazonas, local que possui mais demanda de serviços específicos.

A intenção é que o ensino médio tenha, ao longo de três anos, metade da carga horária de conteúdo obrigatório, definido pela Base Nacional Comum Curricular – ainda em discussão. O restante do tempo deve ser flexibilizado a partir dos interesses do próprio aluno e das especificidades de cada rede de ensino no Brasil. Os alunos poderão escolher seguir algumas trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. A expectativa é de que essas mudanças comecem a ser aplicadas a partir de 2017, de acordo com a capacidade de cada rede de ensino. Conforme Mendonça, não há prazo de implementação para a reforma, mas a primeira turma deve ingressar no novo modelo em 2018.

A admissão dos alunos deverá ocorrer por proximidade da escola pública de origem ou local de moradia. As escolas e regiões de vulnerabilidade social ou com baixos índices sociodemográficos deverão ser priorizadas no momento da seleção.

Por Fred Santana

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