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Mudança do nome de ruas em Manaus compromete entregas

Encomendas não ficam acumuladas pois o material devolvido é novamente redistribuído diariamente, até o destinatário ser localizado. Caso contrário, segundo os Correios, a encomenda retorna ao local de origem - foto: Ione Moreno

Encomendas não ficam acumuladas pois o material devolvido é novamente redistribuído diariamente, até o destinatário ser localizado. Caso contrário, segundo os Correios, a encomenda retorna ao local de origem – foto: Ione Moreno

A lei municipal 343/1996, que determinou a mudança de nomes em mais de 8 mil ruas de Manaus, também criou dificuldades para definir endereços, conforme o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implub). A alteração tem sido feita aos poucos e muitos logradouros ainda têm a identificação antiga. Conforme a Empresa Brasileira de Correios (EBC), 30% da devolução de correspondências se devem justamente a erros no Código de Endereçamento Postal (CEP), duplicidade de endereço e endereços informados errados.

Segundo os Correios, a dificuldade maior ocorre nos bairros mais distantes do centro de Manaus. A falta de conhecimento sobre o endereço e o referido CEP atrapalham as entregas. Não há acúmulo de encomendas porque o material devolvido é novamente redistribuído, em um fluxo diário de localização dos destinatários. No caso de não encontrar o destinatário, a encomenda é devolvida à origem.

Para a entrega de algumas encomendas, garantidas em contrato, como o Sedex, se após a terceira tentativa não for localizado o destinatário o objeto é encaminhado para a unidade de atendimento mais próxima ao cliente.

Prejuízos

O analista de sistemas Ricardo Benevides, 29, declara já ter sido prejudicado diversas vezes pela não entrega de correspondências. Segundo ele, as contas de seu cartão de crédito não chegam em casa, na rua 15, do bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste. “Isso também ocorreu com a minha irmã, que mora aqui na outra rua e ficou sem receber a fatura do cartão. Eu fico muito irritado quando isso acontece, porque sou eu que acabo sendo prejudicado e tenho que pagar juros no cartão”, relata.

Quem também já passou por situação semelhante foi o funcionário público Ednei Saldanha, 35. Ele conta que o carteiro entregou um envelope contendo o documento do seu veículo em outra casa e a empresa não se responsabilizou pelo erro. “Eu precisei ir buscar a minha correspondência, na Central de Entrega de Encomendas do bairro em que moro. Ao chegar lá, descobri que a correspondência foi entregue no endereço errado”, declara.

Outro caso semelhante aconteceu com a professora de educação física, Paula Oliveira, 39, que comprou um produto pela internet e após perceber que o mesmo estava passando do prazo de entrega, entrou no site dos Correios e viu que o produto já estava na capital. Porém, o mesmo foi devolvido à Central de Entrega, porque o endereço estava errado. “Eu tenho certeza que dei os meus dados certos na hora da compra no site, mas essas mudanças de nome de rua e CEP, podem ter levado o Correio a não conseguir encontrar meu endereço. Essa não é a primeira vez que minha correspondência não chega por conta de erro de endereço”, informa.

O auxiliar de produção Carlos da Costa Tapajós, 29, também passou viveu situação parecida. Ele teve a correspondência devolvida ao remetente porque o Correios alegou não ter encontrado o endereço informado. “Eu precisei pedir que a empresa fornecedora enviasse novamente o produto e ainda tive que pagar novamente pelo serviço do Sedex. Fiquei muito irritado, fui até a Central de Entregas do meu bairro e consegui resolver o problema”, comenta.

Por Michelle Freitas

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