Eleições 2014

MPF vai investigar confusão envolvendo PMs e cabos eleitorais de Braga

A confusão ocorreu por volta de 16h de ontem - foto: divulgação

A confusão ocorreu por volta de 16h de ontem – foto: divulgação

O Ministério Público Federal vai apurar, por meio de inquérito, a confusão envolvendo homens da Polícia Militar do Amazonas e cabos eleitorais do candidato ao governo do Estado, Eduardo Braga, ocorrida no fim da tarde desta terça-feira (23). A informação é do juiz da propaganda eleitoral, Henrique Veiga.

Por volta de 16h de ontem, cabos eleitorais do candidato distribuíam materiais de campanha política da coligação ‘Renovação e Experiência’, próximo à bola do Eldorado, no Parque Dez, Zona Centro-Sul, quando foram abordados pela Polícia Militar, que entendeu que havia irregularidades na ação.

“Após a abordagem policial, um cabo eleitoral se assustou e correu para dentro do comitê. A polícia tentou entrar e foi impedida pelo advogado da coligação, que ligou para a base da propaganda eleitoral e contou que os policiais tentavam  invadir o comitê e apreender os materiais de propaganda. Então eu fui ao local fiscalizar a situação”, disse Veiga.

O advogado da coligação, Marco Aurélio Choy, disse que, em poucos minutos, chegaram ao local sete viaturas e um helicóptero da PM, mobilizados ilegalmente e sem mandado judicial.

Henrique Veiga confirmou que o folheto que estava sendo distribuído pelos cabos eleitorais de Braga não é apócrifo. “Constatamos que o folheto tem o nome da coligação, o CNPJ e a tiragem, como estabelece a Lei Eleitoral. Portanto, os cabos eleitorais não estavam cometendo nenhum crime eleitoral”, afirmou.

O juiz da propagada eleitoral explicou ainda que “a Polícia Militar não tem atribuição de fiscalizar a propaganda eleitoral, muito menos sem mandados de apreensão, o que resulta em crime federal”.

“Por mais que o crime de perturbação de propaganda eleitoral seja de pequeno potencial ofensivo, será instaurado um procedimento cabível e o caso será investigado pelo Ministério Público, a partir dos depoimentos entregues pela Polícia Federal”, explicou.

Os policiais militares envolvidos no caso foram ouvidos ontem mesmo pela Polícia Federal e liberados em seguida.

Eduardo Braga informou por meio de sua assessoria de comunicação que “lamenta que o aparelhamento da Polícia Militar esteja sendo usado na campanha eleitoral de José Melo”.

A reportagem entrou em contato com a Agência de Comunicação do governo, que ficou de se pronunciar sobre o caso por meio de nota, porém, até a o momento desta publicação, ainda não havia dado retorno. Tão logo a nota chegue será inserida no texto.

Denúncia anônima

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que os policiais militares foram acionados para apurar uma denúncia anônima.

“Pela suspeita de material de propaganda irregular, a fiscalização do TRE e a Polícia Federal foram comunicados e os policiais foram, espontaneamente, prestar esclarecimentos na sede da Polícia Federal”.

A SSP destacou “que não houve voz de prisão para nenhum dos policiais que estavam na ocorrência e que o Helicóptero do Graer não foi acionado para atender o caso”.

Na nota, a secretaria ressalta ainda que “as polícias Militar e Civil tem o dever constitucional de intervir em qualquer situação de suspeita de crime ou em flagrante. Em flagrante delito, conforme a constitucional, qualquer cidadão pode dar voz de prisão”.

Por equipe EM TEMPO Online

 

 

 

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