Política

MPF deve investigar a advogada Maria Benigno

A advogada eleitoral Maria Benigna deve ser investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) por crime contra a administração da Justiça. Isso, após a advogada, que representa o atual prefeito de Coari, Raimundo Magalhães (PRB), ter dado entrada em um documento aos autos no processo que pede a anulação dos votos do terceiro colocado nas eleições de 2012 naquele município.

Após o documento ter chegado ao gabinete do juiz Délcio Santos, relator do processo, o magistrado enviou cópia do documento ao Ministério Público Eleitoral que, por sua vez enviou cópia do documento ao MPF, para que sejam investigados vestígios de irregularidade na ação da advogada.

“Eu solicitei que fosse encaminhado cópia ao MPF para apurar a circunstância desse documento. A veracidade, uma possível, em tese, prática de irregularidade que será apurada em relação a esse documento”, esclareceu o procurador Leonardo de Faria Galiano. A suposta irregularidade apontada pelo procurador poderá ser um possível crime contra a administração da Justiça, como explicou Benigno. “Se eu estou defendendo uma parte, não posso defender a outra. Eu não sei onde eles enxergam que pode ter havido isso. Eu não defendi, eu apenas informei”, destacou. O procurador estranhou que a parte recorrida ter juntado aos autos, uma revogação de uma procuração da parte recorrente. Houve um conflito de interesses. “Enfim, é preciso apurar quem fez o documento, como ele surgiu. Pois esse documento revoga a procuração da advogada, que seria adversária no processo”, disse o procurador, alegando que os próprios partidos (PHS e PRP) que deveria ter dado entrada do documento no TRE.

A advogada disse estar tranquila, uma vez que não apresentou nenhum recurso, mas apenas informou sobre a decisão dos partidos que procuraram o prefeito para entregar uma declaração de que não teriam interesse na ação. “O (Raimundo) Magalhães foi procurado pelo PHS e PRP e entregaram uma declaração alegando que não tinham interesse na ação e que estavam revogando os poderes da advogada. Eu apenas entreguei o documento informando sobre o assunto, dando conhecimento ao relator”, ressaltou.

 

Por Moara Cabral Equipe EM TEMPO

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