Dia a dia

MPF aguarda resposta sobre segurança na Santa Casa

O MPF informou que iria aguardar até o fim do dia um possível posicionamento da Casa Civil - foto: Ione Moreno

O MPF informou que iria aguardar até o fim do dia um possível posicionamento da Casa Civil – foto: Ione Moreno

Encerrou nessa segunda-feira (8) o prazo de 48h estipulado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, para que a Casa Civil do governo do Estado, se explicasse sobre a retirada da empresa de vigilância, designada para atuar na Santa Casa de Misericórdia de Manaus, localizada no Centro. Conforme informações da comissão interventora do antigo hospital, repassadas ao MPF/AM, a partir da meia-noite da última quinta-feira (4), a empresa de vigilância deixaria de atuar no local.

Até o fim da manhã desta segunda-feira, de acordo com o Ministério Público Federal, a Casa Civil não havia se explicado sobre o assunto. Questionado sobre medidas a serem adotadas o órgão informou que iria aguardar até o fim do dia um possível posicionamento da Casa Civil. Procurada pelo EM TEMPO para falar sobre o caso, a Secretaria de Comunicação (Secom) também não se pronunciou sobre o caso.

O pedido de informações feito pelo MPF/AM, integra um inquérito civil conduzido pelo órgão para apurar suposto abandono e deterioração do prédio histórico da Santa Casa de Misericórdia de Manaus. Para o órgão, o eventual abandono do prédio pela empresa de vigilância resulta em risco de graves danos à estrutura e à integridade física de pessoas que vierem a ocupar o prédio, diante do risco de desabamento já atestado pela Defesa Civil do Município de Manaus.

No documento enviado ao MPF/AM, a Comissão Interventora da Santa Casa informa que só foi informada da retirada da empresa após uma tentativa de credenciar um grupo de professores universitários, na última quarta-feira (3) à tarde, para uma visita programada para o último dia 4. Conforme o documento, um funcionário da empresa comunicou a descontinuidade do serviço, alegando ordens de superior hierárquico.

Justiça

Em julho deste ano, o Juiz César Luiz Bandiera, da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal, determinou que o Município de Manaus restaurasse o edifício sede do antigo hospital. Conforme laudo emitido pela Defesa Civil do Município de Manaus, o edifício ameaça desabar, em razão da depredação e das infiltrações que tomam conta da construção histórica. O abalo da estrutura e os altos custos para adaptar o prédio às novas exigências arquitetônicas atuais (o prédio é do final do século 19) inviabilizaram o retorno da Santa Casa como unidade hospitalar.

Por equipe EM TEMPO

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