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MPE solicita a anulação de caso Marcelaine

Marcelaine Schumann é suspeita de mandar encomendar a morte de Denise Almeida - foto: Ione Moreno

Marcelaine Schumann é suspeita de mandar encomendar a morte de Denise Almeida – foto: Ione Moreno

O Ministério Público do Estado (MPE-AM) quer anular o processo do caso “Marcelaine Schumann” devido falhas no inquérito policial. Um documento enviado à 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), composta por três desembargadores, na última segunda-feira (21), apontou erro e solicitou a anulação. O relator do processo é o desembargador Jorge Lins.

De acordo com titular do 3ª Vara do Tribunal do Júri Popular, Mauro Antony, como o caso já está na segunda fase, o MP observou as falhas no processo. “Quem decide se será anulado são os desembargadores. Enquanto isso não acontece, eu já decidi que o caso vai a júri popular, mas a defesa recorreu e ainda estão no prazo para isso”, afirmou
o magistrado.

Segundo a advogada de defesa de Marcelaine, Márcia Simone Coelho, o MP encontrou algumas falhas no processo, como procedimentos que foram usados de forma incorreta. “No processo tem muitos furos que podem levar à sua anulação, entre eles a citação errada de réus, intimação em locais errados, como no caso do Edney Gomes (um dos envolvidos), que a vara do Tribunal do Júri sabia onde ele morava e, mesmo assim, mandou para outro município. E ainda, depoimentos que foram tomados sem todos os envolvidos no caso estarem presentes e também o fato do Edney alegar que foi forçado a assinar uma confissão”, relatou.

A defesa disse, ainda, que o fato do delegado Paulo Martins, que comandou as investigações, ter sido realocado ao cargo de comissário de polícia também será usado pela defesa. “Estamos esperando sair o acordão do STF (Supremo Tribunal Federal) para saber se as decisões dos antigos delegados serão anuladas. Talvez semana que vem nós já tenhamos esse resultado. Mas caso seja, vamos usar isso para pedir a anulação de todo o processo e começar tudo do zero”, finalizou a advogada.

Por Ana Sena

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