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MPE notifica escola na Zona Oeste para esclarecimentos sobre vendas de produtos de sex shop

Objetos como vibradores, produtos para lubrificação íntima, calcinhas comestíveis, lingeries e algemas estavam expostos no stand - foto: divulgação

Objetos como vibradores, produtos para lubrificação íntima, calcinhas comestíveis, lingeries e algemas estavam expostos no stand – foto: divulgação

O Ministério Público do Amazonas notificou, nesta segunda-feira (29), a direção da Escola Estadual Presidente Castelo Branco, situada no São Jorge, Zona Oeste de Manaus, para prestar esclarecimentos sobre a venda de objetos de sex shop, durante um brechó que foi realizado na quadra da escola, na última sexta-feira (26).

A notificação foi expedida pela 28ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude do MPE-AM. Conforme o órgão, foi instaurado um procedimento prévio para investigar o caso.

Para o professor de matemática Paulo Sérgio, que atua na biblioteca da escola, a situação é um absurdo que fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“No período matutino, só estudam alunos de idades entre 14 a 17 anos. Essa situação que aconteceu foi um absurdo. Com esse fato, eles estão estimulando a sexualidade para esses jovens, mas de forma errada. Objetos como vibradores, produtos para lubrificação íntima, calcinhas comestíveis, lingeries e algemas estavam expostos no stand. Assim como eu, os pais de alguns ficaram indignados quando souberam do assunto. Isso foi uma vergonha para a escola”, disse o professor.

O educador ainda questionou como procedeu a liberação para a venda dos produtos durante o brechó. “Queria entender como a direção liberou a venda desses produtos, pois na escola é proibido vender picolé ou qualquer outro tipo de alimento, também é proibida a venda de livros didáticos e agora foi liberada a venda de produtos eróticos. Não consigo entender. Em 2012, o atleta olímpico Yamaguchi Falcão, medalhista de bronze nas Olimpíadas de Londres, viria a escola para o lançamento do projeto Meninos de Ouro, porém, a participação dele no evento foi cancelada, pois coordenadora do Distrito 4 Zona Oeste, Angélica Matilde, não autorizou, e agora ela autoriza a venda desses objetos”, questionou o Paulo Sergio.

A delegada Juliana Tuma, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), disse que tomou conhecimento do caso na manhã de hoje, e juntamente com o Conselho Tutelar da região se deslocou até a Escola para investigar o caso.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e da Qualidade do Ensino (Seduc), informou que a Escola Estadual Castelo Branco não foi responsável pela organização do brechó. A quadra da escola foi cedida aos organizadores do referido brechó, que solicitaram o espaço à coordenadoria educacional, mas em nenhum momento a organização do brechó informou que colocaria em exposição produtos adultos.

Ainda conforme a nota, ao tomar conhecimento do fato, a gestora da escola, que na manhã de sexta-feira participava de atividade na sede da Seduc, determinou a retirada do stand, o que foi realizado imediatamente.

A Seduc também informou que está apurando como o stand adentrou as dependências da escola sem que o corpo pedagógico tomasse conhecimento no momento da montagem do material para a exposição. Por fim, a Seduc disse que todos os fatos serão apurados e as providências cabíveis serão tomadas.

Por equipe EM TEMPO Online

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